Em Franca, segundo dados do Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas da Região de Franca), o que se registrou também foi queda tanto no volume de pares exportados quanto na receita das empresas. Foram 3,334 milhões de pares de calçados exportados no primeiro semestre de 2006, ante 4,339 milhões em 2005, 23,76% menor na comparação. Apesar do preço médio do produto ter aumentado em 8%, segundo a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), o empresariado francano deixou de receber cerca de 13%, tendo registrado receita de US$ 69,4 milhões nos primeiros seis meses deste ano, contra US$ 79.7 mi no mesmo período de 2005.
O presidente do Sindifranca, Jorge Felix Donadelli, ressalva que, mesmo com as quedas registradas, o nível de postos de trabalho ainda é o mesmo na comparação. O câmbio desfavorável é, mais uma vez, relatado como o grande vilão dos números negativos. Para Donadelli, o valor baixo do dólar frente ao real inviabiliza os negócios, mas o repasse é impossibilitado por causa da concorrência de países como o China. “O câmbio desfavorável, a concorrência nos mercados internacionais com a China e a alta dos juros para crédito interno retraíram toda a indústria de calçados”, disse.
Apesar dos números negativos, o presidente do Sindifranca acredita pelo menos que as vendas primavera-verão no segundo semestre possam dar um “ânimo” aos calçadistas. “Encaminhamos bons negócios na Francal. Agora esperamos um mercado mais aquecido”, disse Jorge Felix Donadelli.
De acordo com dados do Sindifranca, Franca conta hoje com uma capacidade instalada para a produção de 37 milhões de pares anualmente, mas só ocupa 27 milhões dela.
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