Exportações em queda


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As exportações brasileiras de calçados recuaram 8% em volume de pares e 1% em faturamento no primeiro semestre de 2006, se comparadas com o mesmo período do ano passado. De acordo com a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), entre janeiro e junho deste ano foram enviados ao exterior 94,6 milhões de pares, ante 103 milhões em igual período de 2005. As vendas renderam US$ 910 milhões no período, contra US$ 921 milhões no primeiro semestre do ano passado. “Este é um sinal de que os repasses nos preços para compensar a defasagem cambial não estão mais surtindo efeito”, informou o vice-presidente da Abicalçados, Ricardo Wirth. Segundo a entidade, o preço médio do calçado exportado aumentou 8%, passando de US$ 8,94 para US$ 9,62 se comparados os mesmos períodos. Já a queda no mês de junho foi de 10% em volume e 4% no faturamento em comparação a junho de 2005. Os embarques no mês passado somaram 11,9 milhões de pares, quando em junho de 2005 atingiram 13,3 milhões de pares. As divisas geradas em junho deste ano foram US$ 148,7 milhões, contra US$ 155,5 milhões no mesmo período do ano passado. Apesar da queda nas vendas, a indústria calçadista brasileira busca novos mercados e deixa de ser dependente apenas de um comprador forte. De acordo com dados da Abicalçados, a participação dos Estados Unidos nas exportações, que chegou a 80% no passado, agora é de 39,9% no volume físico. No primeiro semestre, os norte-americanos - que seguem como maiores compradores brasileiros - importaram 37,7 milhões de pares, o correspondente a US$ 424,5 milhões. O Reino Unido, segundo maior mercado de calçados do Brasil, representa 6,47% do volume físico exportado e 10,1% no financeiro. Para esse mercado, no primeiro semestre, foram exportados 10,7 milhões de pares, no valor de US$ 179,3 milhões. Ainda de acordo com a Abicalçados, Argentina e Espanha mantiveram estável o percentual de compras, em terceiro e quarto lugar, respectivamente. O Canadá permanece em quinto lugar no ranking de exportações, enquanto a Itália passou do sétimo para o sexto lugar em faturamento, ao importar 2,5 milhões de pares no semestre. “Esses números mostram os resultados das ações que os calçadistas vêm promovendo no exterior há mais de seis anos”, aponta Elcio Jacometti, presidente da Abicalçados, referindo-se ao programa Brazilian Footwear, que a entidade desenvolve junto à Apex-Brasil para inserir as empresas no mercado internacional. “Apesar de o câmbio atingir duramente as empresas voltadas ao mercado internacional, nós temos que continuar investindo nas exportações, por ser o principal caminho de crescimento para o setor”, concluiu Jacometti.

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