Ibiraci quer atrair visitantes com restauração de capelas


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A Capela Nossa Senhora Aparecida, no Morro dos Quartéis, foi a primeira a ser restaurada, mas há pouco tempo foi atingida por um raio e terá que passar por novos reparos
A Capela Nossa Senhora Aparecida, no Morro dos Quartéis, foi a primeira a ser restaurada, mas há pouco tempo foi atingida por um raio e terá que passar por novos reparos
A economia de Ibiraci (MG) é baseada na cultura de café e leite, mas a cidade também quer ser conhecida pelos atrativos turísticos e justamente na zona rural. Com esse objetivo, o prefeito, Ismael Silva Cândido (PT), implantou no início do ano passado o Projeto Mestre Athaíde, cuja meta é resgatar a história e a tradição daquele município por meio da recuperação de 15 capelas situadas na zona rural, três das quais estão restauradas até o momento. A idéia do prefeito é montar um roteiro turístico ao fim do trabalho. A responsabilidade pelo projeto coube ao artista plástico ibiraciense José Limonti Júnior, que tem o apoio de pedreiros e pintores. Antes de iniciar a restauração, Limonti faz um levantamento histórico da capela. “Faço uma pesquisa completa, não apenas a data de inauguração, mas a história daquele lugar”, disse Limonti Júnior. A capela Nossa Senhora Aparecida, localizada em uma região conhecida como Morro dos Quartéis, estava totalmente abandonada e foi a primeira a ser restaurada. Limonti conta que a igrejinha tem 72 anos e foi construída a pedido da antiga dona na propriedade, Orlandina França. Depois da reforma, foi montado um altar, e hoje o lugar é ponto de encontro de moradores de fazendas próximas que usam o lugar para as orações e em breve será aberto para o turismo. A capelinha foi toda pintada de branco e o telhado ganhou telhas de vidro, já que o local não tem energia elétrica. “A chave fica com um fazendeiro e sua família porque são eles que serão responsáveis por mantê-la como está”, disse José Limonti Júnior. No entanto, os moradores não podem contra os poderes da natureza. O artista plástico conta que logo após o término da reforma, caiu um raio que provocou um buraco na parede. “Já estamos providenciando a reforma e em breve ela estará nova de novo.” O mesmo trabalho de recuperação foi realizado na capela de Santa Tereza, com mais de 50 anos, e na da Família Luvizoto, que também guarda a história do município. No momento, está sendo restaurada a igrejinha localizada na Usina de Peixoto, a ser inaugurada em breve, quando a usina completará 50 anos. A prefeitura não revelou o gasto com o projeto, dizendo apenas que a obra pode demorar de dez dias a seis meses. “O que dá mais trabalho é levantar o histórico das capelas. Só a partir daí iniciamos o trabalho de restauração”, disse o artista plástico.

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