Polícia apreende motos em Ibiraci


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Dezenas de motos roubadas em Franca estão circulando na zona rural de Ibiraci (MG) como se houvessem sido adquiridas em leilões. Após serem levados das ruas da cidade, os veículos têm os chassis raspados e são vendidos a sitiantes e fazendeiros a preços irrisórios. Criminosos usam documentos grotescamente falsificados para tentar dar um aspecto legal à transação. Seis motocicletas nesta situação foram apreendidas pela polícia mineira durante a semana. Estima-se que cerca de outras 30 continuem nas mãos de receptadores. Dois acusados de envolvimento foram presos. O esquema começou a ser descoberto na madrugada de domingo por meio de um trabalho conjunto entre as Polícias Militar e Civil de Ibiraci. Por volta de 1h30, policiais detiveram Anderson Milton da Silva, o “Andrinho”, procurado pela Justiça por assaltos a fazendas na região. Ele estava com uma moto Honda CG 125 vermelha, furtada em Franca no dia 7 deste mês. Após investigá-lo, a polícia descobriu que “Andrinho” era o encarregado de transportar e revender na zona rural de Ibiraci os produtos levados das ruas de Franca. “São motos novas, em ótimo estado de conservação. Ele raspava os chassis e vendia a receptadores por preços bem abaixo dos praticados no mercado”, contou o subtenente Luiz Corsi. Uma moto CG, ano 2002, avaliada em R$ 4 mil, foi vendida por ele por apenas R$ 1,8 mil. O acusado ainda teve o cuidado de fazer no computador uma nota sem qualquer valor legal, em nome de uma loja de autopeças de Franca. Na tentativa de dissimular e de se safar de complicações com a polícia, fez um alerta no documento entregue ao comprador: “Veículo sucata sem direito a trânsito”. Além da moto em que “Andrinho” estava, outras cinco foram apreendidas pelos policiais na região do Garrafão. Durante buscas em um sítio, também encontraram duas armas de fogo. O lavrador AF, 46, foi preso por receptação e porte ilegal de armas. As motocicletas recuperadas foram levadas para o pátio de veículos de Ibiraci e estão à disposição de vítimas para o reconhecimento. São motos novas, sem placas e com sinais recentes de raspagem no chassis. As investigações ainda não terminaram e a polícia trabalha para encontrar mais motos e identificar os receptadores.

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