Ataques adiam construção do CDP de Franca


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Imagem aérea da área que receberá o Centro de Detenção Provisória de Franca: obras no local devem demorar ainda mais
Imagem aérea da área que receberá o Centro de Detenção Provisória de Franca: obras no local devem demorar ainda mais
As megarrebeliões que sacudiram os presídios paulistas em maio e junho devem adiar as construções de novos Centros de Detenção Provisória no Estado de São Paulo. Um deles é o de Franca, promessa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e uma das bandeiras do também tucano prefeito Sidnei Franco da Rocha que não chegaram a sair do papel. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, através de sua assessoria de imprensa, a prioridade agora é recuperar os 20 presídios destruídos por facções criminosas nos últimos meses. As obras do CDP de Franca custarão R$ 15 milhões e a construção será feita no terreno da antiga Fazenda Municipal, cedido pela prefeitura ao governo do Estado após votação em sessão polêmica na Câmara Municipal. Na região, a Secretaria de Administração Penitenciária só havia iniciado as obras emergenciais no presídio de Ribeirão Preto. Em Araraquara, a reforma anunciada pelo governador Cláudio Lembo (PFL), prevista para ter início há dez dias, ainda não começou. Em Franca, as autoridades entrevistadas pelo Comércio da Franca disseram que já esperavam pelo adiamento das obras do Centro de Detenção Provisória de Franca. “Num quadro desses, é impossível deixar para trás presídios que estão destruídos com muitos presos dentro”, disse o juiz da Vara da Infância e Juventude, Execuções Penais e Tribunal do Júri de Franca, José Rodrigues Arimatéa. Embora a cadeia pública do Jardim Guanabara tenha atualmente 450 presos (a capacidade é de 216), Arimatéa não considera o número suficiente para causar instabilidades dentro da prisão. “Nossa situação não é nada diferente da de prisões do mesmo porte em outras cidades do interior”, disse o juiz, que defende a instalação do CDP em Franca. Mesmo com essa convicção, Arimatéa disse que os últimos ataques serviram para questionar a pulverização de bandidos, antes detidos no extinto presídio do Carandiru, em São Paulo, pelo interior do Estado. “O adiamento da construção do CDP é até benéfico para pensarmos melhor no assunto”. MAIS GRAVE O promotor criminal Joaquim Rodrigues de Rezende Neto adota uma posição mais radical. Preocupado com o adiamento da construção do Centro de Detenção Provisória em Franca, ele acredita que possa haver um aumento da população carcerária dentro da Cadeia do Jardim Guanabara. “Para a cadeia do Jardim Guanabara não ‘explodir’, o Estado deveria providenciar a transferência dos condenados para o sistema penitenciário, embora isso hoje seja uma situação complicada”.

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