‘Ele vai parar com duas balas no peito’, ataca


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O adolescente se sente muito à vontade durante as entrevistas. Gosta de ser filmado e fotografado. A publicidade sobre seus atos criminosos o atrai. Não perde a tranqüilidade e responde a todas as perguntas feitas. Ontem, disse que seu futuro é matar ou morrer e afirmou não temer ninguém. Negou apenas envolvimento no ataque ao ônibus da São José, como afirmam comparsas e a própria polícia. Comércio da Franca - Seus amigos dizem que foi você quem queimou o ônibus... Adolescente - Não tenho nada a ver com isso, não. Para não apanhar, eles querem jogar o “BO” (culpa) para cima dos outros. Eu não abraço (assumo) nada. Não é eu, não é eu (sic). Pode me quebrar no pau, mas não é eu. Comércio - Alguém manda você roubar e cometer crimes? Adolescente - Não. Eu roubo para comprar minha droga. Sou viciado em maconha. Comércio - Conhece alguém ligado ao PCC? Adolescente - Não. Comércio - Tem medo de ser preso? Adolescente - Se for para o Alan Kardec, fujo de novo. Na Febem, tiro minha cota (pena) de boa. Quando sair de lá, vai ser pior. A Febem é a escola do crime. Comércio - O que espera do futuro? Adolescente - Que futuro, que nada. Os policial quer matar, nóis também vai matar. Comércio - Porque ameaçou o juiz? Adolescente - Não ameacei juiz. Comércio - Está gravado... Adolescente - Não ameacei, não. Ele me colocou lá (no Alan Kardec). Se quiser levar uma comigo, ele vai parar com duas balas no peito. Falo e repito: não tenho medo de falar, não. Não tenho medo de ninguém, não. Se for preciso, mato ele memo. Comércio - Por que está com raiva do juiz? Adolescente - Eu não sou doido e ele fica tirando uma, mandando a gente pro Alan Kardec. O que é isso?

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