‘É uma péssima notícia’, diz empresário


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A notícia de que a Passaredo Transportes Aéreos deve deixar de operar em Franca após o término das obras do Aeroporto “Leite Lopes” em Ribeirão Preto não foi bem digerida por empresários locais. Já acostumados aos benefícios criados pela nova rotina de decolagens e pousos locais desde 1º de junho, eles pretendem pressionar a empresa de alguma forma para que não haja interrupção. “É uma péssima notícia. Vamos tentar conversar com a empresa e fazê-la rever sua posição. Franca perde muito com a saída dos vôos da cidade”, disse Arsênio Freitas, presidente da Afic (Associação dos Fornecedores das Indústrias de Calçados). O encurtamento de distância entre trechos oferecidos pelas companhias aéreas instaladas em Franca é interessante para todos os passageiros do Aeroporto “Tenente Lund Presotto”. Para os empresários locais, em especial, existem outras vantagens de se conservar os vôos na cidade. “Os nossos clientes vêm diretamente até nossa ‘casa’. Não há o dispêndio de se enviar transporte para buscá-los em Ribeirão. Sem contar que evitamos conexões e poupamos tempo em diversas rotas”, disse o representante comercial da empresa calçadista J. Jacometti, Raul Luna, que utiliza o transporte regional pelo menos uma vez por semana. Ele também lamenta a possibilidade do fim do transporte local. A cartada de empresários na tentativa de manter o aeroporto operando deverá acontecer dentro de duas semanas. Com a realização da Fenafic (Feira Nacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados), centenas de empresários e representantes do setor deverão chegar a Franca via Passaredo e Total Linhas Aéreas. Mas Arsênio Freitas, que também preside a feira, não quer usar apenas o evento para negociar. “Já entramos em contato com as empresas visando preparar um acordo para que nossos associados sejam transportados por elas durante o ano inteiro, pois os negócios acontecem nos doze meses do ano”, disse.

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