Artesãs se especializam em bijus de sementes


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A artesã Priscila Mazza tem mais de 800 modelos de bijuterias, a maioria confeccionada com sementes
A artesã Priscila Mazza tem mais de 800 modelos de bijuterias, a maioria confeccionada com sementes
No começo era apenas um hobby, mas, com o passar do tempo, as amigas Camila Paschoalini de Souza, 21, e Priscila Mazza, 24, de Patrocínio Paulista, descobriram no artesanato uma forma de ganhar dinheiro. Cada uma se especializou em um determinado material, mas o sucesso é o mesmo. Camila optou pelas bijuterias feitas de miçanga e Priscila descobriu que sementes, até mesmo de melão, podem resultar em lindos colares. A técnica adotada por ela é chamada de biojóia, ou seja, produzir bijus a partir de sementes encontradas na própria natureza. Mesmo com uma vitrine tão ampla no meio ambiente, Priscila também compra material em lojas de São Paulo. “Tenho uma amiga que traz para mim. Lá é mais barato”, disse. Ao contrário das miçangas, trabalhar com sementes requer muita paciência. Algumas peças são rústicas e precisam de um cuidado especial que deixe o material preparado para transformar-se em colares ou pulseiras. “Faço um processo de desidratação e alguns materiais, como o coco, precisam até mesmo de soda cáustica para melhorar o aspecto”, disse. O resultado é um coco lisinho e, depois de envernizado, brilhante. Em pouco tempo se transformam em modelos exclusivos de bijuterias. “Tenho 801 modelos catalogados”, disse Priscila, que consegue obter até R$ 300 por mês. A artesã Camila Paschoalini começou a trabalhar com bijuterias há dez meses e não tem do que reclamar. “Estou sempre recebendo encomendas”, disse, comentando que os preços variam de R$ 10 a R$ 30. Camila conta que passou a confeccionar as bijuterias não por necessidade, mas por gostar da atividade. As vendas vão muito bem, mas a artesã acredita que venderia mais se tivesse propaganda. Mesmo assim, Camila consegue R$ 200 mensais só vendendo “bijus”, e parte do dinheiro é destinada à compra de mais material.

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