Começa a funcionar dentro de um mês no Hospital Unimed, em Franca, o primeiro aparelho de ressonância magnética da região. O equipamento foi adquirido no ano passado da empresa alemã Siemens e permitirá maior comodidade aos usuários do serviço. Antes, os pacientes eram obrigados a viajar para Ribeirão Preto ou Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Avaliado em US$ 800 mil, o aparelho, comprado em parceria com a Clínica Nikkei de Diagnóstico por Imagem, permitirá a definição de imagem em 95% do corpo humano e, pelo fato de possuir um campo magnético aberto, não oferecerá limitações quanto à altura e peso do paciente. Além disso, por possuir um túnel mais curto e largo o equipamento favorecerá os pacientes que sofrem com claustrofobia. Outra vantagem é a ausência de radiação. A única restrição é para portadores de marcapasso e pessoas que possuam algum metal no organismo.
Segundo o médico radiologista João Soares Leite Filho, a definição de imagens por ressonância magnética é superior à obtida em qualquer outro exame e favorece as áreas de neurologia, ortopedia, abdome e extremidades. Pelo exame, inclusive, é possível detectar tumores, hérnias de disco, sinais de derrames e também complicações comuns na prática esportiva, como rompimento de tendões e ligamento e lesões musculares. “Teremos uma imagem com boa qualidade, que permitirá um diagnóstico mais preciso e precoce”, adiantou Filho. A estimativa é de que 20 exames sejam realizados diariamente pelo hospital. A demanda atualmente é de 150 por mês.
Com custo médio de R$ 950, o exame poderá ser feito pela rede particular ou por convênios, mas a Unimed pretende ampliar o atendimento a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). “Como seremos o único da região, faremos tudo para evitar o deslocamento do paciente”, disse o médico.
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