Se for confirmada a permanência de pelo menos uma empresa aérea em Franca após a reativação do Aeroporto “Leite Lopes”, de Ribeirão Preto, novas melhorias deverão ser feitas no “Tenente Lund Presotto”. Quem afirma isso é o diretor do aeroporto local, Daniel Faleiros Borges. “Tudo vai depender do interesse (das companhias) em ficar aqui”, disse.
Mesmo se isso acontecer, a abertura de um ponto comercial no aeroporto deverá acontecer apenas em 2007. Por ser uma área pública, a exploração de comércio só ocorre após concorrência pública, por meio de licitação, proibida nesta época do ano por força de Lei Eleitoral.
De acordo com Borges, o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) já foi informado sobre a possibilidade e deverá esperar pela confirmação de uma das empresas interessadas em operar em Franca para preparar o processo de licitação.
Indiferentes a lanchonetes no local, alguns usuários entrevistados defendem mesmo a permanência de vôos partindo de Franca. “É mais cômodo e menos cansativo para nós usuários. Acredito que muita gente também aprovaria as saídas daqui de Franca”, disse o executivo Roberto Colasso, de Brasília, e que aprovou o corte das conexões via São Paulo para chegar ao seu destino.
Para o diretor do Sindicato das Empresas Calçadistas de Franca, Ivânio Batista, que tem uma filha morando na capital federal, os vôos, além de cômodos, são necessários. Muitos empresários da região têm negócios no Nordeste e fazem uso desse trecho (como conexão) para chegar a seu destino. “Causa uma sensação de desperdício pensar que pode não haver mais vôos de Franca para Brasília. Saímos daqui para pegar um vôo de Ribeirão Preto via São Paulo e voltarmos para Brasília passando por cima de Franca.”
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