Após mais de um mês de ansiosa espera, resultados de exames realizados pelo Instituto Adolf Lutz, em São Paulo, atestaram que o lavrador José Renato Araújo, 21, de Pedregulho, morto em 16 de junho, não foi vítima de hantavirose ou leptospirose como se desconfiava. A informação foi confirmada ontem pela Secretaria de Saúde de Pedregulho, de posse do laudo enviado pelo Instituto.
A notícia trouxe tranqüilidade para a cidade, mas não esclareceu a estranha morte de Araújo. No dia 15 de junho, José Renato amanheceu com febre e muitas dores pelo corpo. Atendido no Posto de Saúde da cidade, seus sintomas se agravaram, até que o médico determinou sua imediata transferência para Franca, mas ele morreu no caminho.
Segundo o secretário de saúde do município, Roberto Manreza, uma das explicações apontadas no laudo é de morte causada por complicações pulmonares. “Não há um diagnóstico preciso, as investigações continuarão”, disse. Desde o registro da morte do rapaz, a população ficou apavorada. A Secretária de Saúde local realizou vistorias na área em que a vítima morava, mas nada foi encontrado.
Uma semana depois da morte de Araújo, uma menina de 14 anos morreu de modo semelhante, mas a família dela não autorizou a autópsia. A doença, altamente letal, é transmitida por ratos silvestres e causa febre, dor muscular e prostração por três dias, seguidos de crise respiratória. Foram estes os sintomas apresentados pelos dois jovens.
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