Os dois militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), David Pereira (Paraná) e Marcos Praxedes, foram soltos sábado, 15, após passarem 39 dias presos na Penitenciária da Papuda, em Brasília, por participar da invasão à Câmara dos Deputados no dia 6 de junho. Ao chegar à região, na madrugada de domingo, os dois resolveram tirar férias de uma semana com os familiares, segundo informou ontem Sonilda Silva, integrante da coordenação do MLST na região.
Segundo Sonilda, a partir da próxima semana o grupo deve voltar a se reunir para traçar novos planos e retomar a onda de invasões, suspensas durante o período em que os dois líderes permaneceram presos com outras 40 pessoas.
Atualmente, o MLST mantém dois acampamentos em Cristais Paulista. Um deles fica na Fazenda Santana, usada como apoio por ser vizinha à Fazenda Santa Cruz, que o grupo espera transformar em um assentamento. Técnicos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) estiveram no local e fizeram uma avaliação, mas o resultado ainda não foi divulgado. Os sem-terra chegaram a agendar um encontro na sede do Incra nesta quinta-feira, que acabou adiado na tarde de ontem pela própria instituição.
Outro grupo de sem-terra está na Fazenda Jandira, diante de Cristais Paulista. O prazo para permanecer na propriedade termina no dia 13 de agosto, conforme o compromisso firmado entre o proprietário, Antônio Moraes Silva, e os líderes do MLST. Ambas as partes firmaram um acordo para que os sem-terra permanecessem no local por 90 dias após deixarem a Fazenda Nova Mata, de propriedade do Grupo Samello. “Em setembro preciso da fazenda para plantar cana”, disse Antônio Moraes.
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