Além da falta de verbas para a construção dos outros 40% do projeto inicial (60% foi construído com verba da Petrobras), a Prefeitura de Franca enfrenta outro problema: o impedimento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para uso da mata localizada dentro do recinto.
“Se utilizássemos a mata para caminhadas e aulas sobre meio ambiente e ecologia ou mesmo para a prática de esporte radicais, ganharíamos mais atrações. O parque ficaria mais atrativo”, disse o secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto. O Ibama alega que a mata é preservada por lei e não pode ser utilizada; a Guarda Municipal de Franca, que possui sua sede dentro do parque, afirma que o local é refúgio de marginais para uso de drogas.
Segundo o secretário, metade da área total do parque é composta pela mata, enquanto a outra parte ficou reservada para as construções necessárias ao projeto urbano-paisagístico. O Parque dos Trabalhadores possui 236 mil metros quadrados, o equivalente a quase 24 campos de futebol. “A área é enorme e fica difícil para ser administrada. A prefeitura teme que com a abertura do parque os problemas de infra-estrutura possam aumentar”, adiantou.
O secretário também não descarta a ocorrência de acidentes envolvendo os freqüentadores em razão das falhas na obra e do baixo número de funcionários para fazer a segurança do local. “Por mais que se construa, o cenário parece inacabado. O local só terá um aspecto de parque quando as árvores crescerem e as falhas do gramado forem supridas”, disse o secretário.
A prefeitura sequer estudou a hipótese de inauguração de apenas parte da área, como aconteceu com o Parque Villa Lobos, em São Paulo. Criado em 1988 pelo então governador Orestes Quércia, apenas um décimo da área de 717 mil metros quadrados foi utilizado durante seis anos, até ser aberto definitivamente ao público, em 1994.
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