Trânsito impedido, falta de sinalização e muita reclamação


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Obras no cruzamento da Avenida Hélio Palermo com a Rua Evangelista de Lima: sem sinalização para desvios e tumulto de obras, motoristas se perdem e reclamam muito do caos instalado no local
Obras no cruzamento da Avenida Hélio Palermo com a Rua Evangelista de Lima: sem sinalização para desvios e tumulto de obras, motoristas se perdem e reclamam muito do caos instalado no local
Trânsito impedido, motoristas confusos, guardas municipais tentando orientar o fluxo de veículos, falta de sinalização e pedestres desnorteados. Este cenário caótico, comum em grandes cidades, pode ser visto de perto em Franca, na Avenida Hélio Palermo, uma das mais movimentadas da cidade, desde o dia 19 de junho, quando um trecho da via foi interditado para as obras de canalização do Córrego dos Bagres. A situação se agrava nos horários de pico e tende a piorar com o término das férias escolares, no fim de julho. Se não chover, a previsão é que o trecho, entre as ruas General Osório e Evangelista de Lima, seja liberado no dia 19 de agosto. “É estranho. Morava em Campinas e nem lá vi uma coisa assim. Ontem tentei entrar com minha moto em uma rua (Coronel Tamarindo) que sempre passo e quase bati de frente com um caminhão. Está uma bagunça. Por lá não passo mais”, disse o mototaxista Renis Aparecido Araújo, 27. O chefe da Guarda Civil Municipal (GCM), Sérgio Buranelli, disse que entende as reclamações, mas que a interdição é um “mal necessário”. “É um trecho crucial, muito movimentado. Sabemos disso e lamentamos por todos os transtornos. Mas valerá a pena o sacrifício, pois a obra resolverá o problema das inundações”, disse Buranelli, que se comprometeu a vistoriar e reparar toda a sinalização na segunda-feira. A obra foi contratada para amenizar os problemas de inundações ao longo da marginal. O leito do Córrego dos Bagres será aprofundado em 20 centímetros e ganhará mais inclinação, para que a água ganhe em volume e velocidade e não transborde na avenida. “Antes, o formato do córrego era triangular e vamos mudá-lo para retangular. Com isso, o aumento no fluxo de água chegará a 40%”, disse João Carlos Cheade, diretor comercial da empresa que realiza o serviço. COMERCIANTES Além do caos no trânsito, a interdição da avenida Hélio Palermo deixou descontentes os comerciantes que atuam nas proximidades do trecho interditado. Eles alegam que a baixa do fluxo de veículos, cujos motoristas passam por caminhos alternativos, gerou drástica redução nas vendas. Osmar Ignácio, dono de estacionamento de veículos, disse que a situação está pior do que se pensa. O comerciante já havia sentido os efeitos da interdição no mesmo local durante quatro meses do ano passado e agora vê a cena se repetir. “Realmente a falência está declarada. Não sei mais a quem procurar e o que alegar”.

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