Defesa política do município


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Há um assunto da mais alta importância nesta época de eleições: a defesa dos interesses políticos do Município. E, obviamente, com reflexos na vida administrativa de nossa comunidade. É a necessidade urgente de os candidatos locais, já escolhidos pelos partidos, procurarem dar visibilidade às pretensões manifestadas para captar a aprovação de nosso eleitorado. E isso se impõe, agora mais do que em pleitos passados, quando dezenas de candidatos “pára-quedistas” têm prejudicado os interesses de Franca com a captação de sufrágios beneficiando elementos alienígenas. Não se trata de pretensão populista o fato que ora se comenta, mas de defesa de direitos constitucionais inalienáveis. Comentando as características do Estado de Direito no Brasil, previstas no seu Art. 1.º, da Constituição Federal, o Prof. Celso Ribeiro Bastos põe em relevo a estrutura fundamental de nossa democracia: “Os três graus do poder, União, Estados, Municípios e Distrito Federal”. Logo, os Municípios, pela sua formação, interesses e administração, devem lutar para que os seus representantes políticos, além da organização local, possam equacionar problemas e aspirações próprias do estágio de nosso desenvolvimento comunitário. Aliás, há um poderoso argumento para que defendamos uma legítima defesa de nossa tese: Franca conta, segundo o IBGE, com uma população de 320 mil habitantes, oferecendo agora 205 mil eleitores. Estimando-se uma abstenção de 10%, Franca poderá eleger três deputados estaduais e dois deputados federais. Obviamente, sendo Franca uma cidade agroindustrial, sempre terá problemas ou interesses legítimos a defender, não só na área federal como - e principalmente - na esfera estadual. O Comércio já anunciou que Marco Aurélio Ubiali, candidato à Câmara Federal, já organizou seu escritório eleitoral, o mesmo acontecendo com o ex-prefeito Gilmar Dominici, também candidato da mesma área. Essas duas realidades devem agora intensificar o trabalho no sentido de dar maior visibilidade aos candidatos locais, suas vantagens e suas possibilidades. No atinente às eleições estaduais, Engler e Gilson já dispõem de escritórios próprios, mas os demais - PSB, PTB, etc. - precisam mexer-se, sem, no entanto, embarcar em “dobradinhas” com elementos de outras paragens. Franca tem perdido várias possibilidades de eleger deputados, seja pela abstenção, seja por atender pedidos de aspirantes de outras zonas eleitorais. E isso deve ser combatido, porque a fidelidade à pretensão eleitoral de candidatos de Franca é prova de cultura política e de consagração de real prova inteligente de cidadania. É preciso, portanto, um forte laço de união para a vitória da comunidade francana.

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