Em 1999, o agricultor Joaquim Rodrigues da Costa Filho, dono de um sítio no município de Claraval (MG), resolveu dar uma reviravolta na vida de sua família. Até então, ele, a mulher e três filhos viviam com muita dificuldade, tirando o sustento familiar das dez vacas leiteiras e da plantação de 5 mil pés de café. Foi naquele ano que ele conheceu o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), criado pelo governo federal com o objetivo de fortalecer a atividade familiar na agricultura.
Ao procurar a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) de Minas Gerais, em Claraval, Costa se informou sobre o funcionamento do programa e solicitou um financiamento de R$ 3 mil. Com o dinheiro em mãos, o agricultor passou a irrigar parte da plantação de café para melhorar a produção.
O resultado veio logo. “Passei a colher uma média de 20 sacas a mais desde que comecei a irrigar o cafezal”, afirmou Costa Filho. Com o dinheiro que foi entrando, o agricultor pagou a dívida e também melhorou a casa onde mora. “Construí uma área e uma cozinha maior e melhorei o banheiro. Passamos a viver com um pouco mais de conforto, comprei até uma máquina de lavar roupa”, disse Costa Filho. “Devo tudo ao Pronaf. A vida da minha família mudou muito nestes últimos sete anos”. Costa disse que até trocou de carro. “Eu tinha um Fusca, agora tenho um Uno e quero trocar por uma caminhonete”.
A família gostou tanto dos primeiros resultados que recorreu novamente ao Pronaf em 2003 e pediu mais R$ 10 mil para construir um barracão para tirar leite. Com parte do dinheiro, o agricultor aumentou o rebanho de dez vacas leiteiras para 25. “Antes eu tirava 30 litros de leite por dia e agora chego a tirar 100 litros diários. Também era meu sonho construir um barracão. Se não fosse com o dinheiro do financiamento eu demoraria bem mais. Eu teria que vender as vacas para construir o barracão”.
E não parou por aí. Neste ano, a família conseguiu mais R$ 9 mil. “Com o dinheiro comprei 30 vacas de corte e comecei a investir nisso. Acredito que em breve começarei a vender”, comemora. Neste período, a plantação de café também aumentou, passando de 5 mil pés para 7 mil. A próxima aquisição da família será um trator, mas isso quando terminar de pagar a dívida.
“Também sonhamos em colocar uma ordenha na nossa propriedade e comprar mais vacas”, disse Rita Maria de Freitas Rodrigues Costa, mulher de Joaquim, que através dos programas da Emater também passou a criar galinhas.
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