Prisão de líderes suspende invasões do MLST na região


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O MLST invadiu a fazenda Nova Mata, de propriedade do Grupo Samello, no início de maio e tiveram que deixar a área depois que os donos conseguiram reintegração de posse
O MLST invadiu a fazenda Nova Mata, de propriedade do Grupo Samello, no início de maio e tiveram que deixar a área depois que os donos conseguiram reintegração de posse
Dois dos líderes do MLST (Movimento para Libertação dos Sem Terra) da região continuam presos em Brasília desde que participaram da invasão na Câmara dos Deputados no início de junho. Na noite de quinta-feira, dez dos 42 militantes detidos no Instituto Penitenciário da Papuda (no Distrito Federal) foram libertados, mas os dois da região não estavam entre eles. Sem alguns de seus líderes, os Sem-Terra suspenderam as 15 invasões programadas para serem executadas entre os meses de junho e julho na região. Tanto Paraná como Praxedes acompanharam todas as ocupações realizadas pelo grupo neste ano, que tiveram como alvo três fazendas no município de Cristais Paulista, em duas das quais os sem-terra ainda permanecem. Ambos participam não apenas da execução do plano, mas principalmente da elaboração. Vilmar Silva, um dos coordenadores regionais, disse que o grupo avaliou e decidiu suspender temporariamente as invasões. “Estamos centrados na situação dos companheiros que continuam lá”, disse. Os coordenadores que estão na região prometem promover uma série de manifestações, mas não revela quais seriam, em solidariedade aos companheiros caso eles continuem presos. Este não é o único problema enfrentado pelo grupo na região. Os Sem Terra estão preocupados com a demora do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em dar uma posição sobre a avaliação feita na Fazenda Santa Cruz, alvo de cobiça dos sem-terra que ocuparam a propriedade vizinha, a Fazenda Santana, em Cristais Paulista, desde fevereiro. Um encontro foi agendado para o dia 20 de julho em São Paulo. Além disso, os sem-terra poderão ser obrigados a sair nos próximos dias da Fazenda Jandira, também em Cristais e que foi ocupada em maio depois que o grupo deixou a fazenda de propriedade do Grupo Samello. Diferente das outras propriedades, na Jandira, os sem-terra tiveram a autorização do dono da área para permanecer no local até o fim de julho. A solução para este problema também está adiada até que os dois militantes sejam soltos.

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