Ameaça à Câmara Municipal deixa autoridades em alerta


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Um telefonema anônimo, rápido e estranho, causou transtornos à população nos arredores da Câmara de Vereadores, ontem. Por volta das 13h10, Abigail Carbone, telefonista da Casa, recebeu a mensagem dizendo: “Aí na Câmara tem militares, né? Avisa o pessoal que a gente está indo praí”. Enigmática, a advertência não surturia efeitos em outras épocas, mas soou como uma ameaça, por causa dos ataques dos últimos dias contra órgãos públicos em toda a região. Por medida de precaução, a Guarda Civil e a Polícia Militar foram acionadas, as ruas adjacentes à Câmara e à Prefeitura foram interditadas e as autoridades ficaram em “estado de alerta”. Apesar disso, os trabalhos continuaram normalmente nos prédios públicos e o trânsito de pedestres não foi proibido. Houve quem estranhasse a movimentação e questionasse tudo, mas, informados da situação, logo saíam do local sem pânico. De acordo com o diretor da Câmara, Afonso Teodoro, as medidas de segurança foram tomadas por precaução, mas ele próprio não acreditava na veracidade da suposta ameaça. “Pode ser trote ou blefe de pessoas que se aproveitam do momento. Mas temos que nos resguardar”, disse. Pode até ter sido exagerado o bloqueio das ruas, como reclamava uma senhora que passava pelo local e teve que parar seu veículo em frente à Paróquia de Santo Antônio, mais longe da loja de destino, próxima à Câmara. “Não sei para que tudo isso, fechar a rua”, reclamou. Mas os guardas municipais, impassíveis, mantiveram o trânsito interrompido.

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