A execução do pintor Anderson Vilar de Amorim, 35, é um crime que promete entrar para o rol dos casos de difícil solução. A Polícia Civil de Franca ainda não tem a menor pista dos autores do assassinato. A lei do silêncio e a falta de denúncias fazem com que a investigação permaneça na estaca-zero.
Anderson Vilar foi morto com, pelo menos, 12 tiros, quinta-feira à noite, no interior de um bar, no Jardim Ipanema. Dois homens armados e usando capacetes e capuzes invadiram o local e exigiram que os clientes se deitassem no chão. Mandaram o pintor se afastar para um canto e descarregaram dois revólveres em sua direção. Fugiram em uma moto preta e não foram encontrados.
Na tarde de ontem, os agentes do 5º DP foram até o bar em busca de pistas e encontraram as portas fechadas. Vizinhos disseram que não viram e nem ouviram nada. Segundo a polícia, a vítima estava envolvida com o crime e já esteve presa acusada de homicídio.
Também era suspeita de praticar roubos e furtos. Devido ao histórico conturbado, os policiais acreditam que ele possa ter morrido em um acerto de contas. “Não temos dúvidas de que aconteceu uma execução sumária. A pessoa que o matou sabia muito bem o que estava fazendo. A quantidade de tiros disparada demonstra que havia um problema entre os autores do crime e a vítima” comentou o delegado Eduardo Lopes Bonfim, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
O desafio dos policiais é descobrir o motivo de tanta raiva. Uma das hipóteses seria alguma dívida com o crime organizado. Um irmão do pintor, que presenciou a execução, chegou a dizer que o irmão poderia ter sido morto pela polícia. Eduardo Bonfim minimizou a denúncia, mas disse que apurará os fatos. “Não acredito que existam policiais com a capacidade de chegar num local, separar e executar a pessoa diante de crianças. Se ao longo das investigações, algo neste sentido aparecer, apuraremos com o rigor da Lei”.
O corpo de Anderson Vilar de Amorim foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Mateus.
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