Os eleitores que não completaram o ensino fundamental em Franca formam um exército superior a cem mil pessoas. Mais da metade dos votos na cidade estará em suas mãos. Os candidatos a deputado estadual e federal sabem disso. E cada um traça um plano para “fisgar” esse contingente. As estratégias vão da afinidade com esse nicho do eleitorado ao carros de som muita e conversa ao pé do ouvido.
Com grande identificação entre as camadas populares, o deputado estadual Gilson de Souza (PFL), candidato à reeleição, disse que não terá dificuldades em atingir esses eleitores. “Não preciso forçar nada para alcançar esse público. Sou da periferia e me identifico com ele. Sempre sou bem recebido entre pessoas com menos recursos ou estudo. Meu jeito de ser me credenciará a ganhar seus votos”, disse Gilson. “Mas é importante mudar essa realidade. Por isso, ajudei a reformar e construir escolas em Franca e briguei pelo câmpus da Unesp”, completou.
O ex-prefeito Gilmar Dominici (PT), candidato a deputado federal, também já definiu seus métodos. O petista acredita que a propagação de seu número será o caminho. “O número é uma forma universal de campanha. É mais fácil de ser guardado que o nome e pretendo enfatizá-lo”. Dominici lamentou o baixo índice de escolaridade, mas procurou minimizá-lo. “Em relação aos índices nacionais, os da cidade estão bem melhores”.
Já o médico Marco Aurélio Ubiali (PSB), também candidato a deputado federal, vai tentar ganhar os votos da população menos instruída na conversa. “Conto com uma militância capacitada, que vai levar minha mensagem à população. Mesmo as camadas com menor escolaridade entenderão minha proposta. Principalmente no tocante a este assunto, pois a Educação não pode ficar do jeito que está”.
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