Mais da metade dos eleitores em Franca não concluiu o primeiro grau. Uma minoria possui ensino superior completo. Estudados ou não, a população economicamente ativa, entre 18 e 59 anos, representa a maioria esmagadora dos eleitores (93,1%). As mulheres aparecem com mais representatividade que os homens nas urnas (veja quadro). Este é o perfil do eleitorado francano, segundo as estatísticas consolidadas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, que escolherá, em outubro, presidente, governador, senadores e deputados estaduais e federais.
O número de francanos com baixa instrução, apesar de ruim, poderia ser ainda pior. Os números colocam Franca em melhor situação que o quadro nacional. Na cidade, os eleitores que abandonaram os estudos sem terminar o primeiro grau representam 50,08% do total. No País, são 58,2%. A escolaridade da cidade também tem melhorado, ainda que lentamente. As mesmas estatísticas apontavam, em 2002, 55,5% dos francanos com o primeiro grau incompleto.
Se no cenário nacional a situação da cidade não é vexatória, o quadro piora muito quando a comparação é feita com cidades paulistas do mesmo porte ou um pouco maiores. Ribeirão Preto, São Carlos e Araraquara são bons exemplos: todas tem eleitores com maior grau de instrução. Em Ribeirão, por exemplo, 39% não terminaram o primeiro grau. Os índices de eleitores com curso superior completo também são melhores nestas cidades. Em São Carlos, eles representam 7,27%; em Araraquara, 6,45%. Em Franca, são apenas 4,75%.
REGIÃO
Na região, a situação é ainda pior. A performance é ruim na maioria dos municípios. Como em muitos a agricultura é a principal atividade econômica, boa parte da população reside na zona rural, onde o acesso à educação é mais difícil e normalmente as pessoas começam a trabalhar mais cedo.
São José da Bela Vista tem um dos piores desempenhos: a cada cem eleitores, sete são analfabetos e 70 não concluíram o primeiro grau. Somente 98 dos quase 6 mil eleitores cursaram universidades, 1,6% do total. Em Ribeirão Corrente, o analfabetismo bate a casa dos 6,42%; em Restinga são 4,9%.
Os candidatos a deputado consultados pela reportagem na tarde de ontem conhecem o problema. Alguns prometem, se eleitos, lutar para melhorar o quadro educacional. A curto prazo, porém, todos querem mesmo é conquistar os votos destes eleitores. E cada um usará uma estratégia diferente para isso (leia mais nesta página).
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