Corte no Bolsa Família preocupa beneficiários


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FAZENDO A DIFERENÇA - A pespontadeira Edna Maura recebe R$ 95 de benefício. Com o auxílio pôde comprar, pela primeira vez, uma geladeira nova
FAZENDO A DIFERENÇA - A pespontadeira Edna Maura recebe R$ 95 de benefício. Com o auxílio pôde comprar, pela primeira vez, uma geladeira nova
A ameaça de corte em mais de 50 mil cartões do Bolsa Família, pelo Governo Federal, já preocupa as pessoas que dependem do benefício. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) não aponta quais são os municípios atingidos, mas garante que detectou, em levantamento realizado em junho, suspeitas de irregularidades, como duplicidade de pagamento. A diretora da Rede de Assistência Social de Franca, Dalva Deodato Taveira, disse que, no ano passado, três benefícios foram suspensos no município. A assistência social chegou às famílias através de denúncias. “Não sabemos se alguma família da cidade está incluída nesta lista de suspeitos das irregularidades apontada pelo governo”. As famílias que obedecem às exigências do Governo, não têm com o que se preocupar. Mas, quem conta com o benefício, mesmo atendendo às normas exigidas, teme a suspensão. A pespontadeira Edna Maura Silva, 45, recebe R$ 95 da União e o dinheiro já tem destino certo todos os meses. Ela foi contemplada em dezembro de 2005 por ter renda per capita (por pessoa da família) de R$ 120/mês. Viúva e morando com três filhos menores, o dinheiro faz grande diferença para a família. “Nem penso em perder o benefício, ele me ajuda muito”, disse a pespontadeira. Quando começou a receber os R$ 95, a primeira compra foi de uma geladeira nova. “Nunca pude ter um eletrodoméstico novo. Essa foi a primeira vez”. Além de pagar a prestação (ela dividiu em 12 meses), ainda sobra dinheiro para o gás, leite e pão dos filhos. “Esperei mais de dez anos para receber um benefício social e agora que consegui vou realizando meus sonhos”, afirma. Atualmente 6.445 famílias de Franca recebem valores que vão de R$ 15 a R$ 95. Este último é destinado a uma parcela de famílias que vivem em situação de pobreza, com renda per capita de até R$ 60. Pelo menos 1% da população do município se encaixa neste perfil. Na fila de espera pelo benefício estão outras 3,2 mil famílias. “Elas estão cadastradas e podem, a qualquer momento, ser contempladas”, informou Dalva, acrescentando que não há prazo limite para fazer o cadastro no programa. “Se a família se enquadrar no perfil exigido pode procurar qualquer unidade da assistência social”, finaliza.

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