Preço do litro do álcool tem aumento de 6% nas bombas


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Consumidor desembolsará mais ao abastecer. Reajuste foi feito no período da safra de cana-de-açúcar e surpreende até mesmo donos de postos
Consumidor desembolsará mais ao abastecer. Reajuste foi feito no período da safra de cana-de-açúcar e surpreende até mesmo donos de postos
Em plena safra de cana-de-açúcar, o preço do álcool voltou a subir nas bombas de combustíveis. Ontem, a maioria dos postos de Franca e região amanheceu com reajuste médio de 6% no valor do litro e causou espanto aos motoristas. A explicação é que o aumento foi repassado pelas distribuidoras, conforme era previsto pelo Sincopetro (Sindicato do Comércio de Derivados do Petróleo). Para os donos de postos, a alta é abusiva porque julho ainda é mês de safra, o que descartaria a redução na oferta do produto no mercado. “Não existe uma justificativa plausível para esse aumento”, disse um empresário que preferiu não se identificar. Segundo Débora Cristina de Faria, funcionária do Posto Cruzeiro (bandeira da Shell), o repasse para o consumidor ocorre a partir do momento em que há a entrada de uma nova remessa de combustíveis. Além do álcool hidratado, o anidro também tem influenciado a alta no preço da gasolina em cerca de 1,2%, já que o produto é adicionado à sua composição. De acordo com levantamento informal do Comércio da Franca, o preço médio do litro de álcool na bomba passou de R$ 1,33 para R$ 1,43. A gasolina custava R$ 2,49 e acabou reajustada para R$ 2,55. Coincidência ou não, o aumento ocorre na mesma semana em que o álcool da região de Franca foi apontado como o de pior qualidade do Estado de São Paulo, segundo relatório da ANP (Agência Nacional de Petróleo). Das 81 amostras coletadas nos postos de combustíveis da região, 12 estavam fora do padrão de qualidade, representando 14,8% do total, e, por isso, considerado o pior álcool paulista. A gasolina, por outro lado, é considerada de boa qualidade em Franca; das 81 amostras coletadas, nenhuma apresentou problemas. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, desde janeiro de 2002 vigora um regime de liberdade de preços em toda a cadeia de produção e comercialização de combustíveis. Dessa forma, não há qualquer tipo de tabelamento, valores máximos ou mínimos, participação na formação de preços, nem necessidade de autorização prévia para a prática de reajustes.

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