Vereador pede explicações da Uni-Facef sobre prova copiada

O vereador Marcelo Valim (PSDB) enviou, ontem, carta ao Uni-Facef (Centro Universitário de Franca) solicitando explicações sobre o plágio de questões ocorrido na pro

14/07/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Valim espera esclarecimentos na próxima terça. “A transparência do concurso pode ser prejudicada”
Valim espera esclarecimentos na próxima terça. “A transparência do concurso pode ser prejudicada”
O vereador Marcelo Valim (PSDB) enviou, ontem, carta ao Uni-Facef (Centro Universitário de Franca) solicitando explicações sobre o plágio de questões ocorrido na prova do concurso da Câmara Municipal, que selecionou dois advogados para atuarem na Casa. O pró-reitor de Administração da instituição, Alfredo José Machado Neto, e o responsável pela elaboração das perguntas sobre Direito da prova, José Sérgio Saraiva, foram convidados a comparecer na Camara na próxima terça, durante sessão ordinária, para esclarecer pontos polêmicos do processo seletivo. Depois de tomar conhecimento de que 90% das 30 questões sobre Direito haviam sido copiadas do 116º Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), aplicado em dezembro de 2001, Valim decidiu agir. “Não sou especialista para comentar o concurso, mas, como vereador, posso pedir esclarecimentos”, disse. Para ele é “no mínimo estranho” que tantas questões, praticamente idênticas, tenham sido retiradas de um mesmo Exame de Ordem. “Temos todo o respeito pelas pessoas que organizaram o concurso, mas extrair perguntas agrupadas em uma mesma prova é estranho. Sem explicações, a transparência do concurso pode ser prejudicada e pode ficar ruim para todos os vereadores. Tem que averiguar”, disse Valim. REPROVAÇÃO O plágio das questões provocou protestos de outros vereadores. Marcelo Caleiro (PMDB) acredita que uma reunião com os colegas será necessária para decidir o que fazer. “Vamos pedir as provas e nos reunir com os outros (vereadores). É normal pegar questões de um ou outro concurso, mas não quase na íntegra”, disse. Valter Gomes (PSB) atribui ao presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), e ao diretor da Casa, Afonso Teodoro de Souza, a responsabilidade pelos problemas. “Eu e meu partido fomos contra a realização do concurso de maneira apressada, sem propostas de aperfeiçoamento do processo. A falta de experiência do presidente influenciou nas decisões afoitas”, disse Gomes. Gilson Pelizaro foi outro a pedir providências. “Cabe à Câmara avaliar todas as outras provas, pra ver se isso não se repetiu. A Câmara não pode ficar de braços cruzados diante de uma questão tão grave”.

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