‘Não quero que mais pessoas morram’


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O trabalhador rural Juliano Gonçalves, pai do garoto Jardel Messias Gonçalves, disse que alguma medida tem de ser tomada no atendimento público da Saúde em Franca. Morador de uma fazenda no município de Restinga, estava muito abalado com a morte do filho e se disse preocupado com as centenas de pessoas que passam diariamente pela unidade. “Eles têm que atender melhor. Sei que isso não vai mudar minha situação, mas não quero que mais pessoas morram”, disse. Gonçalves disse que mesmo diante do grave quadro do filho, os profissionais envolvidos no socorro não teriam se interessado pelo caso. “Procuramos o socorro. A médica estava lá do lado. As enfermeiras avisaram que estava dando convulsão e a única coisa que ela falava é que era normal. Foi onde aconteceu essa fatalidade”. Até agora, os pais não sabem ao certo o que matou o garoto. “Não existe uma confirmação. Só dará para saber quando os laudos estiverem prontos. A verdade é que se o atendimento fosse mais rápido, o final poderia ser outro. Por causa de uma vaga, perdeu-se uma vida”, disse o pai.

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