Autor diz que prática é comum


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O professor da Faculdade de Direito de Franca, José Sérgio Saraiva, foi o responsável pela elaboração das perguntas de Direito constantes na prova do concurso da Câmara. De acordo com ele, a transcrição de parte de questões já usadas em outras provas é “comum”. Saraiva disse que atualmente não é possível formular questões novas. “Não se pode perguntar o que ainda não se perguntou”. Saraiva não acredita que o fato de 90% da prova ter sido baseada no exame da OAB venha a comprometer o concurso. “Ninguém teve acesso à prova antes do dia de sua aplicação. Nem mesmo o dono da empresa que a imprimiu. Por isso, não houve favorecimento a ninguém”. Para ele, as alterações feitas nas perguntas impedem qualquer um de apontá-las como cópias. “Houve modificações em partes das questões. Além disso, uma nova alternativa foi acrescentada a cada uma delas. Não se pode falar em cópias”. As transcrições das questões não são um problema para Saraiva. “Se você pesquisar em outros concursos, verá que isso acontece freqüentemente. Não há mais como elaborar perguntas próprias”, disse. A equivalência entre questões da prova e da Ordem foi justificada. “Tanto a OAB quanto o concurso cobram conhecimentos para o cargo de advogado”. Quando perguntado sobre a concentração de questões retiradas de um mesmo exame de Ordem, Saraiva defendeu-se: “Foram elaboradas 50 questões sobre Direito e, por sorteio, 30 delas foram para a prova”. Vinte e sete delas do 116º Exame da OAB.

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