Franca tem roqueiros


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Hoje, 13 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Rock. O gênero, que surgiu nos Estados Unidos na década de 50, conquistou o mundo todo e nunca envelheceu. Década após década, ele ganhou novidades, recebeu influência de outros gêneros, foi modificado ou incrementado por músicos importantes, mas nunca deixou de ser rock. E apaixonante. De Beatles a Arctic Monkeys (os atuais queridinhos da Inglaterra, que serão entrevistados hoje, às 23 horas, no programa Studio Eleven da Universidade FM), o gênero arrebatou corações. Por aqui, na terra do calçado, não é diferente. Embora seja o berço do sertanejo, a cidade também abriga muitos roqueiros que compõem e tocam suas próprias músicas. Todos trabalham de forma independente, sem gravadora ou patrocínio, mas lutam para conseguir despontar no cenário musical brasileiro com suas músicas (veja o perfil de três bandas da cidade nos textos desta página). A maior queixa dos roqueiros locais é com relação à falta de espaço para mostrar seu trabalho. A cidade não possui bares ou casas especializadas que abram espaço para esse tipo de som. Além disso, há a comodidade das pessoas que, muitas vezes, preferem ouvir músicas já conhecidas, de artistas famosos, do que o som novo feito por essas bandas. Mas, para esses músicos, não importa se a platéia tem uma ou cem pessoas. O importante é fazer a música deles, de autoria própria. “O que nós queremos é mostrar o novo e quebrar essa coisa das pessoas de só quererem ouvir o que já conhecem”, diz Luiz Fernando Colleti, vocalista da banda Glom. HISTÓRIA O primeiro ícone do rock é o eterno “Rei do Rock” Elvis Presley, que popularizou o gênero nas rádios com sua música dançante e seu estilo único. Nos anos 60, vieram os Beatles, que criaram uma legião de fãs em todo o mundo. Até hoje eles são reverenciados por admiradores de várias gerações. É uma paixão que passa de pai para filho. Não se pode esquecer dos Rolling Stones, que depois dos Beatles foram o maior sucesso do período. Nos anos 70 veio o heavy metal, um rock mais pesado, com uma batida mais forte, uma espécie de blues eletrificado. São representantes desse período Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Nos anos 90 surgiram as misturas e experimentações, com bandas que unem ao rock ritmos como o rap ou o reggae. Esse cenário mostra que a cada década surgem novos representantes desse gênero que nunca morre. No Brasil, o rock começou com os primórdios da Jovem Guarda de Roberto e Erasmo, passou pela Tropicália de Gil e Caetano, pelos Novos Baianos e Mutantes, até chegar às bandas que são a referência da atual geração de jovens: Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, CPM 22, IRA, Ultraje a Rigor, etc. Para as três bandas de Franca entrevistadas pela reportagem, o cenário do rock nacional não é dos melhores. Eles são unânimes em dizer que está tudo muito igual e pasteurizado e que os músicos dessas bandas já conhecidas andam sem criatividade. Para eles, esse é um gênero que se renova, mas somente de forma independente, sem a massificação das grandes gravadoras por trás.

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