Vitor Antônio Bijos já esteve frente a frente com assassinos por 34 vezes, mas um dos “encontros” mais marcantes foi na reconstituição do Tony Cabeleireiro.
Comércio da Franca Qual reconstituição mais o marcou?
Vitor Bijos - Fiquei mais abalado com a do Tony Cabeleireiro, há três anos, na Estação. A amásia dele e o amante dela bateram nele e depois amarraram suas mãos e ela o enforcou com uma corda de varal. Depois de morto, foi embrulhado num tapete. Quando fomos reconstituir, tive que me deitar no chão e o cheiro dele e do sangue ainda estavam no ambiente. Ela usou um barbante no lugar da corda de varal.
Comércio - O senhor não teve medo?
Vitor - Não. Eu estava com as mãos soltas (a vítima não) e avisei que se ela fizesse graça o pessoal em volta entraria em ação.
Comércio - O senhor costuma avisar os bandidos para não se ‘revoltarem’?
Vitor - Sim. Aviso que o pessoal está de olho e se acontecer qualquer problema. Estão prontos para a defesa. Até hoje não tive problemas com assassinos. Foram apenas ameaças. E ameaça o vento leva...
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