A Procuradoria da República no Distrito Federal encaminhou na segunda-feira ao juiz da 10ª Vara Federal, Ricardo Augusto Soares Leite, denúncia contra 116 pessoas envolvidas com a invasão da Câmara Federal pelo MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), no dia 6 de junho. Pelo menos cinco dos envolvidos são da região de Franca. Três fazem parte da coordenação regional do movimento e participaram das três últimas invasões em Cristais Paulista. Dois deles foram presos durante o quebra-quebra em Brasília.
Os denunciados foram divididos em dois grupos, um deles com 80 pessoas que estavam na reunião de planejamento e na invasão.
Vilmar Silva, sua mulher Sonilda Soares Rocha Silva e Jean Gomes, da coordenadoria regional do assentamento da Fazenda Boa Sorte, estão no Grupo A. Sobre eles, recaem as acusações de formação de quadrilha, lesões corporais leves e graves, dano ao patrimônio público, crime contra a segurança nacional (atentado ao livre exercício do Poder Legislativo) e resistência qualificada.
O Grupo B tem 35 pessoas e contou com a participação de Davi Pereira da Silva, da Boa Sorte, e Marco Antônio Praxeres, de Ribeirão Preto. Eles só participaram da invasão da Câmara e foram denunciados por lesões corporais leves e graves, dano ao patrimônio público e resistência qualificada. Os envolvidos serão processados e, se condenados, podem incorrer numa pena mínima três a seis anos de reclusão, dependendo da acusação.
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