Briga de taxistas por clientes acaba na delegacia


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O plantão policial registrou ontem uma ocorrência em que vários taxistas entraram em vias de fato, no terminal rodoviário “Antônio Pereira Lima”, no Jardim América, em Franca. O estopim da briga foi o transporte de um passageiro para aquele local. Segundo o taxista JR, 56, funcionário de uma cooperativa de táxi, seu amigo conduziu uma pessoa até a rodoviária, quando outros colegas de profissão - que não aderiram ao sistema de tarifa única - o acusaram de pegar seus clientes, desrespeitando a lei municipal, que estabelece a área de atuação dos taxistas, no caso de ponto. Houve agressões e JR chegou a ser ferido. Ele disse ao delegado que foi agredido a pauladas e ameaçado de morte. “Se um cliente nos chama até a rodoviária, por escolher pagar mais barato, a culpa não é nossa. Agora, nós vamos ser proibidos de atender às pessoas que nos chamam lá?”, disse JR. A polícia foi chamada e uma faca foi apreendida. Segundo a vítima, a arma teria sido utilizada nas ameaças. As cooperativas cobram R$ 10 por corrida para qualquer ponto da cidade, enquanto os não cooperados utilizam o taxímetro, a chamada bandeira. Por outro lado, os taxistas do terminal rodoviário disseram que os cooperados estão tomando seus pontos em um total desrespeito à lei. “Eles param na rua de cima da rodoviária dizendo que estão dormindo, mas na verdade esperam os clientes. Às vezes, nossas corridas ficam mais baratas. Acho que eles devem nos respeitar. Aqui em Franca parece não haver fiscalização”, disse um motorista não-cooperado. O comandante da Guarda Municipal, tenente Sérgio Buraneli, responsável pela fiscalização, disse que a lei tem que ser cumprida. “Nos vamos fiscalizar. Se eles, os motoristas de cooperativas, estiverem descumprindo a lei, seus veículos serão guinchados”, disse Buraneli.

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