Motorista envolvido em desastre recebe alta e deixa Santa Casa


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Anderson Galvani Leonino, 28, uma das vítimas que sobreviveram ao trágico acidente registrado na madrugada de domingo. “Não me lembro de nada, só de entrar no Vectra. Só sei que fomos socorridos ao PS”
Anderson Galvani Leonino, 28, uma das vítimas que sobreviveram ao trágico acidente registrado na madrugada de domingo. “Não me lembro de nada, só de entrar no Vectra. Só sei que fomos socorridos ao PS”
O pedreiro Anderson Galvani Leonino, 28, recebeu alta na tarde de ontem da Santa Casa. Ele estava internado desde domingo, quando se envolveu em um dos mais terríveis acidentes registrados na cidade de Franca. A colisão do Vectra que dirigia contra um Corcel II matou três pessoas. Apesar de liberado, ele tem vagas lembranças do acidente. A tragédia que chocou a cidade aconteceu no quilômetro 399, da Rodovia Cândido Portinari, nas proximidades do Vip Motel. O carro conduzido por Anderson bateu violentamente no Corcel II, que estava atravessado na via rodoviária, após ter colidido contra a muro de proteção que divide a pista. No violento acidente morreram o chacareiro Sisnaldo Rodrigues, 38, a manicure Magda Aparecida de Camargo, 38, e a sapateira Fabiana Celestina Santos, 22. No momento do impacto, as mulheres tentavam retirar Sisnaldo Rodrigues, que estava preso às ferragens do veículo Corcel, e tiveram seus corpos dilacerados. O pedreiro saiu de sua residência, no Bairro Integração, com objetivo de levar para casa seu amigo, Gialison Alves Coelho, 23, sapateiro, e sua namorada Joice de Andrade Donzeli. “Como tenho moto e estava frio, ele se propôs a levar minha namorada e eu embora. Só tenho lembrança de ter entrado em seu carro, depois disso não me lembro de mais nada”, disse Gialison Alves. Por causa do choque, ele e sua namorada nada lembram do ocorrido. “Não me lembro. Só sei que fomos socorridos pela minha mãe para o pronto-socorro. Ela não sabia o que havia acontecido. Lá no (PS) Janjão é que o investigador contou pra ela”, disse Alves, que sofreu ferimentos no rosto. Sua namorada teve escoriações generalizadas. A mãe do pedreiro, a dona de casa Aparecida Benedita, soube da tragédia naquela madrugada, quando os pais de Gialison a procuraram contando sobre os fatos. Anderson Galvani disse não se lembrar dos fatos. Ele foi informado por sua mãe sobre alguns poucos detalhes do acidente. “Ele me perguntou no que havia batido. Foi aí que contei somente aquilo que sabia. Meu outro filho procurou o jornal Comércio da Franca em todas as bancas,mas não encontrou. Ele quer ver as fotos”, disse Aparecida Galvani. O delegado do 2º Distrito Policial, Jairo Antônio dos Santos, instaurou inquérito e deverá intimar as partes e testemunhas para prestarem maiores esclarecimentos.

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