Embora a arrecadação com o ICMS tenha aumentado, Franca, com seus mais de 320 mil habitantes, tem receita tributária própria praticamente igual a de cidades de menor porte. Em 2005, Franca alcançou receita própria de R$ 47,3 milhões, contra R$ 46,6 mi e R$ 43,3 mi, atingidas por São Carlos e Araraquara, respectivamente, municípios que possuem cerca de 200 mil moradores. Essa receita é um dos fatores que determinam quanto será repassado de ICMS pelo Estado ao município. Quanto maior, mais verbas são encaminhadas. A sonegação de impostos é apontada, tanto por Sebastião Ananias como por Gilmar Dominici, como a maior responsável pelo cenário.
“É uma situação tão escandalosa que, dia desses, fui comprar parafusos e a pessoa que me atendeu sequer sabia emitir uma nota fiscal. A sonegação virou uma filosofia para muita gente em Franca e quem perde é toda a cidade. O Estado teria de fiscalizar mais para coibir essa prática”, disse Ananias. Dominici tem opinião semelhante. “O Estado deixa muito a desejar. Daria para recolher muito mais recursos com o ICMS se houvesse mais rigor na fiscalização”.
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