A administração atual, do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), e sua antecessora, de Gilmar Dominici (PT), reivindicam cada uma para si, simultânea e contraditoriamente, os méritos pelo acréscimo na arrecadação. A troca de farpas foi inevitável. O secretário de Finanças, Sebastião Ananias, disse que as medidas tomadas pelo atual governo, desde o ano passado, foram fundamentais para o resultado e aproveitou para alfinetar o petista. “Na administração anterior não havia essa receita, de R$ 5 milhões recebidos somente da Dívida Ativa, porque ninguém corria atrás”.
Dominici se irritou com a declaração e disse que tentou, de todas as maneiras, aumentar as receitas do município durante seus oito anos de mandato, de 1997 a 2004. “De todas as bobagens que já falaram, essa foi a pior. Conseguiram se superar. Tomamos medidas contundentes para aumentar a arrecadação. Entre elas, encaminhamos 60 mil processos de cobranças ao Fórum e reajustamos o valor do IPTU. Pagamos o preço político para melhorar a cidade”, disse o petista, referindo-se à derrota de Cassiano Pimentel (PT) nas eleições municipais de 2004. “Sidnei Rocha criticou muito o aumento à época, mas hoje, curiosamente, comemora os resultados que a medida trouxe”.
Ananias insistiu nas críticas. “O ex-prefeito deixou cair a cada ano o Índice de Participação do Município no ICMS. Agora, temos de consertar isso para que a cidade volte a ter autonomia. E os frutos já começaram a ser colhidos.”
Mais uma vez, Dominici rebateu: “Creio que o secretário não conhece a legislação para dizer algo assim. Os índices atingidos em um ano só se reverterão em recursos dois anos depois. Ou seja, os números de agora refletem os resultados de 2004, ou seja, do meu governo. A atual administração deveria me agradecer, ao invés de contar mentiras”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.