Seccional acusa delegada de prevaricação


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A delegada Sílvia Elisa Ruivo Valério Mendonça, acusada pelo delegado seccional de Franca, Maury de Camargo Segui, por suposta prática de prevaricação, afastou-se de suas funções da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Batatais. Segundo informação de seu substituto naquela delegacia especializada, Sebastião Vicente Picinato, a policial goza de licença-prêmio de 30 dias e descansa na casa dos pais, em Bebedouro. A séria acusação foi representada por Segui na Corregedoria da Polícia Civil. O seccional também determinou a instauração de inquéritos criminal e administrativo contra Sílvia Mendonça - que trabalha em Franca apenas sob regime de plantões - sob a alegação de que ela prevaricou, ou seja, deixou de cumprir as obrigações inerentes ao cargo de delegada de polícia. O ilícito teria ocorrido na quarta-feira, quando Sílvia Mendonça registrou uma averiguação de tráfico contra o desempregado RHAS, 20. O rapaz foi apresentado pela PM no Plantão com várias pedras de crack e R$ 87 em cédulas de pequeno valor, que teriam sido arrecadadas com a venda do entorpecente. Segundo Segui, RHAS deveria ter sido preso em flagrante, por tráfico. “Não entendi o procedimento. Questionei a delegada e ela não me pareceu convincente. Ou ela indiciava por porte, o que também não caberia, diante do apresentado no Plantão, ou por tráfico. Não há nada de averiguação. Como agravante da situação, o acusado cumpre condenação por tráfico e tem quatro passagens pela polícia. Estava nas ruas beneficiado por sursis. Além disso, não negou que a droga fosse dele, havia o testemunho dos policiais militares e as provas materiais. Enfim, acredito que a delegada foi acomodada, preferindo encaminhar o caso à Dise, do que cumprir com a sua obrigação”, disse Segui. Um dos fatores que mais irritaram Segui, foi o desrespeito com que a delegada teria recebido os policiais militares que realizaram a prisão de RHAS. “Tiveram (os PMs) de arriscar a integridade física, correr atrás do bandido e subir em cima do telhado de uma casa para achar a droga. A polícia errou. Não a Militar, mas a Civil. E essa delegada terá de pagar por isso”. O seccional reconheceu que mesmo se for condenada por prevaricação, Silvia Mendonça não será presa. Mas, segundo ele, não deixará de ser punida, principalmente administrativamente. “A prevaricação prevê pena de até um ano e não caberia restrição de liberdade, mas penas aplicação de penas alternativas. Agora, uma condenação na Justiça, ainda mais no caso de uma policial, nunca é bem vista. Ela terá problemas para conseguir uma promoção, por exemplo, ou se um dia quiser se candidatar a um cargo público”.

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