Alguns jovens francanos participaram dessa iniciativa alemã. Organizando-se pelo Orkut e pelo boca-a-boca, os pulantes de nossa cidade darão sua valiosa colaboração a essa valorosa causa.
Felipe Pucci, 17, estudante do 3º Colegial, adorou a idéia de a órbita ficar maior, o que tornaria o ano um pouco mais longo. “Seria muito legal. Eu ia ter um tempinho a mais pra estudar para o vestibular”. Com muito carinho, mas sem perder a oportunidade de dar uma zuada, Amanda Autran, 17, que estuda na mesma classe que Felipe, discorda: “‘Dããrrr’!! Nada a ver, ou! Porque os outros (os concorrentes) também não iam parar de estudar, não ia fazer diferença para o vestibular”. Os dois vão pular juntinhos no Dia Mundial do Pulo.
Outra que vai pular é Simone Soares de Campos, 21, garçonete da Sapataria da Pizza. “Eu também vou pular. Vamos ver o que acontece. Acho que não tem perigo de desabar nada não”. Perguntada se era acostumada a pular bastante, Simone disse: “Quando vejo meu namorado chegando, eu vou pulando de alegria abraçar ele”.
O instrutor de Educação Física Eduardo Moisés, 31, até daria um pulinho, mas para isso precisaria de um incentivo como um show do grupo Tihuana. “Imagina um público imenso pulando ao som da música Pula? Seria uma boa sacada”, disse. Sua colega de trabalho, Fernanda Bolela, 23, até pulou para o fotógrafo, mas não faria esse sacríficio no dia 20 por ser muito cedo. “Se você analisar bem, esse cientista teve muito tempo para pesquisar e ele pode ter razão.”
Mas pela internet, um grupo de australianos se organiza para sacanear os organizadores do Dia Mundial do Pulo. Para que a Terra se afaste do sol, é preciso que apenas os ocidentais pulem durante o dia. Se as pessoas do outro lado do mundo pularem no mesmo instante, anularão a força aplicada pelos pulantes e australianos e japoneses que gostam dessa órbita antiga começaram a se organizar para esse pulo em sentido contrário, é o Anti-Dia Mundial do Pulo (que poderia ser chamado de Noite Mundial do Pulo). O resultado disso é que para cada oriental que pular, será preciso mais um ocidental pulando além dos 600 milhões previstos.
“É uma sacanagem muito grande desses orientais”, opina a gaçonete Simone.
Os simpatizantes da gloriosa causa que é o Dia Mundial do Pulo, têm, portanto, que se esforçar, mesmo porque, se o número de pessoas do outro lado do mundo pulando for maior que o número de pessoas pulando aqui, uma catástrofe pode, teoricamente, acontecer. A Terra seria então impulsionada para mais perto do sol, poderia ser atraída por ele e seria o fim de nosso planeta, lar de milhões e milhões de pessoas malucas.
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