A ex-secretária de Desenvolvimento humano e Ação Social, Maria Ignês Archetti, criticou a lei que determinou o fim do nepostimo na prefeitura de Franca. “Se fomos colocados lá por indicação, é porque temos algo a oferecer à população”.
Comércio da Franca -Como se sente ao sair desta forma da prefeitura?
Maria Ignês Tosello Archetti - Estou me sentindo julgada e sentenciada, como no período da Inquisição. Estou sendo queimada na fogueira como bruxa. Porque a Câmara Municipal não levou em consideração a experiência de cada um dos profissionais em respectivas suas áreas. Se foram colocados lá, indicados pelo prefeito, é porque cada um deles tem algo a oferecer à população. Ninguém se perguntou quem é a Maria Ignês, que está lá como mulher do Ary?
Comércio - O que você pretende fazer a partir de segunda-feira, fora da prefeitura?
Maria Ignês - Eu vou fazer isso aqui (aponta para o documento que prepara para apresentar a seu advogado). Eu vou sair, mas não aceito nestas condições de nepotismo, pois minha biografia não combina com “perdulária e devassa”, itens que devem ser levados em conta para se considerar o nepotismo. Eu sou ré, mas não vou me calar. Não pelo cargo, mas pela minha imagem como política honesta. Não preciso do salário do cargo para viver, mas tenho experiência acumulada de uma vida que não pode ser apagada por uma Lei votada sem substância.
Comércio - Quem você indicará para seu lugar?
Maria Ignês - Eu indicarei Dalva Deodato Taveira. Ela é uma pessoa que esteve comigo este tempo todo. Tem uma sabedoria que admiro, um conhecimento profundo sobre a área, responsabilidade e experiência com a gestão pública.
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