Os soldados que lutaram na Revolução Constitucionalista de 1932 serão homenageados hoje com uma cerimônia cívica em Franca. O evento é promovido pela Prefeitura de Franca, através da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), e lembra os 74 anos do início do confronto. O ato terá início às 9 horas, aos pés do Monumento ao Soldado Constitucionalista, entre as Ruas Ouvidor Freire e Voluntários da Franca. Autoridades, ex-combatentes e familiares daqueles que já morreram devem participar da solenidade.
Segundo a diretora do Museu Histórico “José Chiachiri”, Margarida Borges Pansani, o evento é uma forma de cultuar e solidificar a memória institucional do movimento. Entre as homenagens previstas, está a colocação de uma coroa de flores na base do monumento, a execução de uma salva de tiros pelos atiradores do Tiro de Guerra e também a interpretação do Hino aos Voluntários da Franca, escrito por Suzana Margareth Abdalla de Freitas e pelo tenor Saulo Couto. “De Franca, cerca de 700 voluntários participaram do movimento, quatro deles continuam vivos e devem comparecer à solenidade de domingo”, disse.
Entre eles, estará o ex-combatente Petronilho Theodoro da Silva, 97, que lutou na revolução até o final (mais de 80 dias) e não levou nenhum tiro. Ele começou a lutar entre São José do Rio Pardo e Mococa e terminou a batalha em Campinas. “Foi quando os mineiros ganharam e nós tivemos que voltar para casa”, disse.
Além dos jovens que foram para os campos de batalha, havia na cidade um defensor da revolução, que mantinha a população informada e a incitava a também lutar pelo Estado de São Paulo. O jornalista Antônio Constantino fazia discursos inflamados e escrevia textos sobre o assunto para o jornal Comércio da Franca, que na época circulava semanalmente. Sua participação foi tão importante que o jornalista conseguiu reunir quase mil voluntários dispostos a lutar pelo Estado de São Paulo.
A HISTÓRIA
A Revolução de 32 foi uma reação dos líderes paulistas à tomada do poder pelo presidente Getúlio Vargas, com a Revolução de 30. Alijados do poder e insatisfeitos com a intervenção do governo ditatorial de Vargas no Estado, organizaram a Frente Única Paulista, que criticava arbitrariedades do novo presidente e buscava a constitucionalização do País e a autonomia de São Paulo. O dia 9 de julho marca a deflagração do conflito.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.