Os trabalhos da CPI do Tráfico de Armas estavam previstos para terminar na última segunda-feira, mas foram prorrogados por 60 dias, tempo em que os parlamentares pretendem quebrar os sigilos bancário e telefônico de advogados de integrantes do PCC e chamar novamente o ex-secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furukawa.
Trinta e três profissionais são investigados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por suspeitas de ligação com o crime organizado, depois que seus nomes foram levantados pela Comissão.
Dois advogados são acusados de terem comprado informações sigilosas da mesma comissão de inquérito que, repassadas aos criminosos da facção criminosa, teriam provocado a maior onda de ataques que São Paulo já viu.
A Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar organizações criminosas do tráfico de armas foi criada em março deste ano pela Câmara dos Deputados.
Desde então, o presidente da Comissão, deputado federal Moroni Torgan (PFL/CE), tem convocado pessoas ligadas ao assunto. Foram policiais, comerciantes e criminosos como o Marcola, líder do PCC, que prestou depoimento na penitenciária de Presidente Bernardes.
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