CPI das Armas intima Adriana para depor


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Adriana Telini será esperada na CPI das Armas na próxima semana. Agentes da Polícia Federal foram chamados para efetuar a condução dela até Brasília
Adriana Telini será esperada na CPI das Armas na próxima semana. Agentes da Polícia Federal foram chamados para efetuar a condução dela até Brasília
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara dos Deputados criada para investigar as organizações criminosas do tráfico de armas intimou, quarta-feira, 5, a advogada Adriana Telini Pedro a depor em Brasília. A reunião está marcada para as 14 horas da próxima terça-feira, 11. De acordo com o pedido do presidente da CPI, o deputado federal Moroni Torgan (PFL/CE), caso a advogada não compareça, a Polícia Federal entrará em cena para levá-la à força: “em caso de não comparecimento,haverá a solicitação à Polícia Federal para condução coercitiva da depoente”. Hoje, a comissão solicitou à Polícia Civil de Franca toda a documentação referente às investigações que envolvem Telini. Segundo o ofício, as informações servirão para fundamentar melhor os trabalhos investigatórios. Três processos contra a advogada tramitam na 3ª Vara Criminal de Ribeirão Preto e, em dois deles, foi pedida sua prisão preventiva. Ela teve o envolvimento com bandidos de facções criminosas comprovado através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e é acusada de formação de quadrilha, associação para o tráfico de drogas e estelionato. Telini começou a ser investigada há mais de um ano e desde o final de 2005 a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca teria conhecimento das investigações da polícia sobre o possível envolvimento da advogada com o crime. Mesmo assim, o processo se arrastava. Após a publicação das gravações pelo Comércio, em junho deste ano, o caso ganhou repercussão nacional e, só então, as autoridades responsáveis começaram, ainda que lentamente, a se movimentar. A OAB encaminhou o caso para a Comissão de Ética e Disciplina pedindo a suspensão provisória da advogada. Julgada no dia 22 de junho, ela foi suspensa das atividades por 90 dias. As gravações Em uma seqüência de gravações publicadas pelo Comércio, a polícia flagrou a advogada combinando com o bandido Eurípedes Moura Júnior, conhecido como “Perna”, o roubo a uma de suas clientes. Nesse trecho, Telini orienta: “Deixa eu te falar com urgência: vai para a estrada de Patrocínio. Tem uma Fiorino, tá só com dois caras. O cara saiu com R$ 30 mil no bolso (...) A mulher saiu da porta da imobiliária com o comprador e foi pro Centro com R$ 20 mil no bolso.” O roubo não ocorreu porque o casal mudou seu roteiro. Em outra conversa, dizia a “Perna” para esconder-se em sua casa depois de fugir do Guanabara. “Onde cê tá? Quer vir esconder aqui na minha casa? Não tem ninguém aqui”. O foragido agradece. “Nossa, doutora! Então pega eu aqui”. E, numa terceira gravação, ela indicava à filha de um traficante cliente seu, preso no Guanabara, o local onde o pai teria enterrado drogas. “Cê foi dois metros para lá e dois para a frente?, diz e se oferece para para ajudá-la. “Olha, eu vou com você lá”.

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