Franca consome mais de 180 mil pães por dia


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Belchior Barbosa Cunha, 31, que é padeiro há 15 anos, exibe fornada de pães
Belchior Barbosa Cunha, 31, que é padeiro há 15 anos, exibe fornada de pães
Pode até passar despercebido a muitas pessoas o quão importante é a atuação dos panificadores no dia-a-dia dos francanos, de tão engendrado à rotina que seu trabalho está. Não é difícil constatar que o trabalho do panificador, do padeiro, está presente na casa, ou melhor, na mesa da maioria das pessoas. Um único dado é capaz de comprovar isso: Franca consome nada menos do que 180 mil pãezinhos, do tipo francês, por dia. Para fabricá-los, as cerca de cem padarias existentes em Franca utilizam cerca de 20 toneladas de farinha de trigo diariamente, em média, somente para este tipo de produto. Apesar do grande consumo de pão, os comerciantes, para manterem seus negócios, precisaram se desdobrar para atrair os clientes ao longo dos anos. A centena de padarias abertas em Franca, segundo estimativa do Sindicato dos Panificadores local, produz mais de mil itens cada uma, entre pães, biscoitos, bolos e doces. Cada qual com sua especialidade. Os profissionais responsáveis por esses números gigantescos comemoram hoje, 8 de julho, o Dia do Panificador e querem mais: “Ainda é pequeno o consumo de pão dos francanos. Numa conta grosseira, cada habitante consome meio pão por dia”, disse o presidente do sindicato, José Olavo Gilberto, que também é dono da Padaria do Afonso. por quilo O pão, sovado pelas mãos do padeiro, ou panificador, passou por diversas transformações desde que foi inventado, 4.000 anos antes de Cristo. A última intervenção se dará em breve em seu modo de ser vendido, que passa do preço por unidade, entre R$ 0,15 e R$ 0,25, para a modalidade “por quilo”. Assim como seus produtos, o próprio padeiro mudou ao longo dos anos. Sai o modo artesanal de preparo dos pães, manualmente, em todos os processos de fabricação, entram as máquinas, que misturam, mexem, sovam, pesam, cortam e enrolam. As padarias também mudaram. Tiveram de se adequar à realidade e hoje oferecem mais de mil itens produzidos nos locais. Sem contar os produtos industrializados, que também servem para aumentar a renda dos pontos comerciais francanos. “Temos de buscar a diversidade e qualidade. Nossos clientes são muito exigentes”, disse Paulo Xavier, proprietário da Padaria Estrela Francana.

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