Se pudesse, Paulo Salim Maluf (PP) seria novamente candidato a presidente da República ou a governador do Estado. Como, entretanto, ele entende que não tem chance de se eleger nem ao Palácio do Planalto, em Brasília, nem de voltar ao Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, o ex-prefeito de São Paulo está em campanha para se eleger pela segunda vez para a Câmara Federal.
Para isso esteve ontem em Franca, onde, durante visita de 1h20 ao Comércio, fez uma longa série de promessas. Uma delas tem tudo a ver com a principal atividade econômica da cidade: a indústria calçadista. “Vou declarar guerra ao câmbio reprimido e boicotar todos os projetos de lei e medidas provisórias do governo até que o presidente da República opte por um dólar que favoreça as exportações de calçados de Franca”.
As outras promessas de Maluf estão relacionadas aos setores de educação, à segurança pública, à reforma tributária e à revisão da lei eleitoral. Ele dá tanta importância a esses assuntos que prometeu vincular a eles o respectivo voto a presidente da República.
“No Lula eu não voto”, garantiu Maluf. “Posso votar no Alckmin, mas antes preciso saber quais são os compromissos dele. Por exemplo: qual é o compromisso dele com Franca? Ele vai assumir o compromisso de ter um câmbio realista ou continuará com um câmbio deprimido, impedindo a exportação de calçados como nós gostaríamos que fosse? Ele vai continuar com um câmbio deprimido, prejudicando a soja, o milho e outros grãos ou vai ter um câmbio realista?”
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