A Alemanha tem que ser aplaudida de pé: demonstraram garra, correram feito loucos,honraram o país sob a batuta de seu treinador, diga-se de passagem (lembra um típico surfista californiano), um garoto cheio de energia, que ajudou e muito a resgatar a desacreditada Alemanha. Valeu!
Quanto à Argentina, Ah! Jogaram bem, como sempre, usando a milonga. Protagonizaram o mais belo gol coletivo da Copa. Outro fato louvável foi a presença marcante de Pibe Del Oro, que torceu feito louco pelo seu país. Mas los hermanos esbarraram no parrudo e sério goleiraço alemão Lehmann.
Quanto a Gana, que barato foi vê-los jogando. Time travesso, impôs uma correria enorme aos adversários; futebol alegre, dinâmico e imprevisível, mas pararam mais uma vez na inexperiência e na irresponsabilidade.
E o superfavorito Brasil? Surtou!
Uma seleção de mega-estrelas perdeu por quê? Era visível desde o primeiro jogo que o time não andava em campo, tratava a bola com descaso. Achavam que ganhariam na hora que bem entendessem. Uma seleção sem alma, sem brilho, apática, lerda, que foi engolida pela maior vontade dos adversários. Só não perdeu de Gana porque eles não sabiam definir o lance. Ah! Dava sono ver o Brasil em campo. Que enfadonho, que tétrico. Os jogadores se esconderam em campo. Olhando era impossível encontrá-los. Eu só via quatro no gramado. O resto não estava lá, sei lá onde estavam. Quanto ao nosso treinador, o acaso não o protegeu enquanto ele andou distraído. O que dizer de Ronaldinho Gaúcho? nada, o silêncio diz tudo. E de Roberto Carlos em posição de Napoleão perdeu a guerra, vergonhoso aquele baixinho de careca brilhante? O fenômeno até que foi bem pelo seu peso, já Kaká pecou pela inexperiência, bonitinho, mas de futebol ordinário. Ai, que dor de cabeça, perder novamente para os franceses!
Já Portugal do mestre Felipão, deu gosto de ver jogar. Demonstraram alma, vibração, em todos os jogos. Encaravam os duelos como batalhas épicas sob a batuta desse guerreiro que comandou, mais uma vez, sua tropa com bravura e sabedoria. Valeu muito, Portugal!
Obrigado pela disposição que demonstrou ao Planeta.
Quanto às outras seleções, foram bem também. A Espanha jogou como em um belo espetáculo de tourada. Os estreantes em copas se esforçaram, deram o sangue, muita raça.
O que dizer dos finalistas: Itália x França. Justamente a França, quem diria!
Uma seleção comandada por um treinador sem entusiasmo, apagado, tem cara de psiquiatra, de tudo, menos de treinador. Mas, que armou um esquema enigmático, um labirinto para vencer seus opositores e deu certo. Comandada pelo craque Zidane e pelo ótimo Vieira, a França acabou se tornando intransponível na defesa e dando o bote na hora certa, exata.
Ah! Enfim a velha e boa Esquadra Azzura!
Que beleza, que time esperto, rápido, raçudo, comandado por um treinador ousado e inteligente. E com um grande capitão, o excelente Cannavaro, a Itália, tal qual Fênix, parece ressurgir das cinzas. Aquele velho ditado, nesse time, funciona ao contrário também.
A melhor defesa é o ataque.
O melhor ataque é a defesa.
Força é a palavra que empurrou a Esquadra italiana até a final.
E na batalha de Berlim, que vença o melhor!!!
RODRIGO CHIAVERINI é bacharél em Administração de Empresas pela Uni-Facef
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