Profetas... sempre Profetas


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O Domingo é a festa semanal para todos os cristãos: é o dia do Senhor. Em cada domingo os cristãos se reúnem para celebrar a Eucaristia revivendo a Páscoa semanal. Esta festa é plena quando se escuta a Palavra de Deus em comunidade e ao receber a Sagrada Eucaristia, o alimento que fortalece a nossa alma. Sempre que escutamos a Palavra de Deus torna-nos possível entender um pouco da revelação divina, pois, Deus fala ao nosso coração e nos chama. Neste domingo escutaremos sobre a tarefa do profeta que também é nossa, por isso, se justifica o título dessa reflexão: “Profetas... sempre profetas”. Constantemente ouvimos falar de profetas, de profecias, de profetizar. Profeta é vocação, é uma pessoa que sente o chamado de Deus. É uma pessoa normal, não é uma pessoa possuidora de coisas extraordinárias, é uma pessoa simples, frágil, com pecados, possuindo defeitos. Para ser profeta não é exigida a perfeição. Não são as suas qualidades extraordinárias que lhe conferem autoridade para falar em nome de Deus. A sua autenticidade está no fato de ter sido “chamado” por Deus. Sempre que falamos de “profetas” pensamos numa pessoa que fala sobre o futuro, que advinha coisas que fogem ao nosso alcance. O profeta, chamado por Deus, recebe uma missão: transmitir a palavra do próprio Deus, ou seja, revelar o amor de Deus por nós, pois, Ele é amor, a fonte do amor. O profeta é como a “boca de Deus”. Do profeta exige fidelidade: aquilo que, no íntimo do seu coração, Deus lhe indica, deve imediatamente anunciar aos outros, nada acrescentando ou diminuindo e muito menos omitir. Deus não faz distinção de pessoas. Ele se aproxima daqueles que nele confiam e também dos que dele desconfiam. O profeta precisa ter um coração generoso, pois só cumprirá sua missão de forma plena se se aproximar de todos: dos que estão confiando e daqueles que são rebeldes. Sempre que plantamos uma semente esperamos alcançar o tempo da colheita e saborear os frutos, ao lançar as pedras de um alicerce, desejamos enxergar a casa construída e nela habitarmos e ficamos alegres com o sucesso, com a colheita... Com o profeta é bastante diferente: ele não deve se preocupar com os resultados da sua missão. Talvez ele não veja os frutos do que plantou, mas, além de plantar com fidelidade e perseverança, o profeta deve sempre lembrar: a semente é a Palavra de Deus, o terreno é o coração do homem, a colheita é feita pela própria pessoa que experimenta a graça de Deus e os frutos devem alimentar a vida de outras pessoas que precisam experimentar o amor de Deus. O profeta deve semear! Profetas... sempre profetas! Nós devemos continuar a missão do profeta no mundo de hoje. Não é advinhar coisa alguma, mas, é missão de anunciar a todos, com fidelidade, o evangelho, com as palavras e a vida. Onde nos encontrarmos devemos falar de Deus: aos filhos, aos vizinhos, aos colegas de trabalho, aos irmãos de comunidade, aos que estão distantes de Deus, no descanso, etc. O profeta não vive num mar de rosas! Ele enfrentará tempestades, pois, não são todos dispostos a ouvir. Contrariedades, rejeições, abandono, críticas, etc... tudo acompanha o profeta na sua missão. O profeta precisa ser “perseverante” Ele deve possuir destemor. No seu exercício de anunciador da palavra de Deus, o profeta precisa ser piedoso, enraizado na oração, disposto a “escutar” Deus, se alimentar da Eucaristia, deixando que Deus penetre no âmago do seu coração. PADRE JOSÉ GERALDO é pároco da Catedral de Franca

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