O financiamento para a compra de terrenos e material de construção e reforma de imóveis é o maior responsável pelo crescimento que se verifica no número de projetos aprovados pela Prefeitura de Franca. É o que garantem executivos da Caixa Econômica Federal, Banco Nossa Caixa e Consórcio Luiza, empresa do grupo liderado pelo Magazine Luiza, ouvidos ontem pelo Comércio.
O Consórcio Luiza foi a única organização que forneceu dados sobre as atividades que desenvolve tanto em Franca quanto em mais de 300 outras praças de seis Estados: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Sebastião Messias Baroni, representante comercial do Consórcio Luiza há dez anos, em Franca, disse que o crescimento das atividades da empresa tem sido, em média, de 20% a 30% por mês, em 2006.
“Nos últimos dois meses, entretanto, o volume de financiamento para construção, reforma de imóveis e compra de terrenos registrou um crescimento fantástico: mais de 50%”, garante Baroni. Ele sustenta que “as vendas continuaram altas inclusive durante o período em que o Brasil disputou a Copa do Mundo”.
A razão é simples, na opinião de Baroni: “Enquanto um financiamento bancário de R$ 30.000,00 custará ao financiado R$ 87.000,00, ou seja, 240 prestações mensais de R$ 365, no Consórcio Luiza o pagamento do mesmo valor somará R$ 41.400, ou seja, 120 prestações de R$ 345”. Isso é possível, ainda de acordo com o representante comercial, “porque os bancos cobram juros e os consórcios apenas taxa de administração”.
Quem diz que também não pode reclamar do movimento de vendas verificado atualmente nas lojas e depósitos de material de construção é Teodomiro Cândido Cintra, o ‘Miro’. O proprietário do Depósito Araguaia afirma que “o mercado está bom”. Tanto que nos próximos meses aumentará a verba de propaganda, aplicada especialmente em programas comandados por três apresentadores da rádio Difusora AM (1.030 kHz): Everton Lima, Valdes Rodrigues e Marcelo Valim.
O mesmo otimismo manifestaram ao ontem ao Comércio os donos e gerentes de depósitos como a Casa do Piso, Cristian Roberto de Andrade; São Pedro, Dulcinéia Tezei Rezende; Madeirão, Luiz Antônio dos Santos; Paulistano (blocos), Célia Aparecida Vieira; Construlian, Antônio Carlos de Souza; e Brasil Central, Gleyk Silva Teixeira.
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