Empresários e executivos de setores ligados à construção civil vivem momentos de euforia em razão do crescimento dos negócios em Franca. As novas obras - pequenas, médias e grandes, como as do Carrefour e do Wal-Mart - podem ser vistas em todas as regiões da cidade. E as taxas de evolução variam de 10% a mais de 50% em depósitos de materiais de construção que comemoram o bom momento, assim como em bancos e consórcios que financiam as compras de terrenos e o surgimento e a reforma de imóveis.
Na Prefeitura, por exemplo, o Comércio apurou ontem que o setor da construção civil deverá ter, em 2006, em relação a 2005, uma evolução de no mínimo 10%. Isso tudo apesar dos cinco feriados, que pararam a cidade por 17 dias, incluindo sábados e domingos, mais a participação do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, que imobilizou o País por mais cinco dias, ou seja, 22 dias no total ou quase um mês do primeiro semestre de 2006, se se considerar que um mês tem, em média, 22 dias úteis.
Esse crescimento, que pode ser três vezes maior, a depender da fonte de informação consultada, é revelado pelos dados fornecidos oficialmente ao Comércio pela Secretaria de Planejamento Urbano.
De janeiro a dezembro de 2005, de acordo com dados do setor, foram aprovados 2.671 projetos de construção e reforma de imóveis residenciais, comerciais, industriais e mistos, mais desmembramentos, unificação e parcelamento de loteamentos. No primeiro semestre de 2006, a Secretaria de Planejamento Urbano aprovou outros 1.472 projetos.
Se esse número se repetir no segundo semestre, no fim do ano eles serão 2.944, ou seja, mais de 10% a mais do que em 2005. É grande, porém, a chance desse total ser maior, porque todas as fontes ligadas ao setor da construção civil consultadas pelo Comércio sustentaram que o segundo semestre sempre é melhor do que o primeiro.
Os motivos são diversos, mas um deles predomina: “O volume de chuva é menor no segundo semestre do ano”, sustenta o gerente da Eletro Búfalo, Walter Rezende Júnior. Segundo ele, “as chuvas atrapalham muito, porque quando chove o eletricista não sai de casa e não sobe no forro nem da residência dele”. O mesmo ocorre com pedreiros, pintores, encanadores e azuleijistas.
As águas da chuva e a umidade gerada por ela atrapalham o trabalho deles, segundo Rezende Júnior. Ele acrescenta que “2005 foi um ano bom” para o setor de material de construção como um todo e que “2006 foi complicado só em junho”. Os outros meses deste ano foram bons, segundo o gerente da Eletro Búfalo, que tem esperança de vender mais até dezembro. Um dos motivos do otimismo dele e de outros profissionais e empresários do setor é a vinda de dois gigantes do varejo para Franca: o Carrefour e o Wal-Mart, cujas lojas deverão ser inauguradas em agosto e em outubro, respectivamente.
A Eletro Búfalo fornece a uma empreiteira contratada pelo Carrefour a tubulação por onde passarão cabos de energia elétrica e Rezende Júnior tem “esperança de vender os cabos também”.
Otimista está também o diretor comercial da Eletro Pires, Everton Roberto de Oliveira Pires, porque no primeiro semestre deste ano as vendas da empresa “cresceram 15% em relação ao primeiro trimestre do ano passado”. Pires acredita que “2006 será melhor”, até porque tem “investido na busca de mais clientes”.
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