Discussões acaloradas na Câmara Municipal podem levar os vereadores a extrapolarem o limite do discurso na hora de expor sua indignação, suas discordâncias ou mesmo suas opiniões.
A história do Legislativo francano registra casos, um em especial, de verdadeiras saias justas em que vereadores viram-se envolvidos devido a “exageros de expressão”. E os exemplos históricos servem de lição para os atuais vereadores.
O presidente da Câmara entre os anos de 1991 e 1992, Antônio Manoel de Paula, o Tonhão, protagonizou uma cena hilária na Câmara Municipal. Irritado com a rejeição de um projeto de sua autoria, Tonhão se levantou da cadeira de presidente que ocupava e socou a mesa para expressar sua revolta.
Pouco depois o vereador se retirou do plenário e permaneceu ausente por cerca de uma hora. Foi o tempo utilizado por ele para ir até um hospital da cidade e diagnosticar os resultados do murro desferido: um dedo quebrado. A volta de Antônio ao plenário, com o dedo enfaixado, provocou gargalhadas entre os presentes.
A história parece servir de exemplo para parlamentares da atual legislatura. O também presidente da Casa e, assim como Tonhão, sargento da Polícia Militar, Marcelo Mambrini (PMN), já chegou a bater com a mão na tribuna da Câmara, por exemplo. “Todo mundo bate a mão na mesa. É uma forma de descarregar uma emoção, uma raiva”, explicou ele. Mas, pelo menos Mambrini, prefere fazê-lo com a mão aberta, para poupar as falanges.
Já Marcelo Valim (PSDB), que presenciou o “drama” de Tonhão na época como radialista e também costuma maltratar mesas e afins na Câmara Municipal, diz não temer fraturar nenhum dedo. “Tem coisas que acontecem aqui e tiram a gente do sério. E eu tenho esse costume de dar soco, dar murro na mesa, inclusive no meu programa de rádio. Mas eu sei bater. Eu bato firme, bato forte, mas bato colocado”, disse entre risos, sem medo de possíveis revides dos tampos das castigadas mesas da Casa.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.