A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Estado de São Paulo) divulgou o índice de aprovação do 129º exame, realizado em maio de 2006. Menos de 10% dos candidatos de todo o Estado foram aprovados. As instituições de Franca não fogem à regra. Dos 408 candidatos da Unifran (Universidade de Franca), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Faculdade de Direito de Franca, somente 56 passaram, representando um índice de aprovação de 14%; um pouco maior que a média estadual, mas ainda assim, longe, muito longe do ideal.
A cidade, considerada um pólo de ensino jurídico do País, abrigando três cursos, mais de 3.200 estudantes da área e 665 bacharéis formados para o mercado de trabalho a cada ano, vive um problema crônico com índices de reprovação muito altos. Na opinião de Nilson Rodrigues, coordenador regional do Exame da OAB em Franca, os estudantes chegam despreparados e sem base aos bancos das universidades. “Os índices de Franca são superiores aos estaduais, mas continuam aquém do esperado. O problema, presente nas turmas de Direito e outros cursos, é a falta de base dos alunos. Eles saem do ensino fundamental e médio com muitas deficiências, às vezes sem saber até mesmo redigir corretamente”.
Nilson não apresentou estatísticas de exames anteriores feitos por formandos das instituições da cidade, nem também a lista de aprovados por faculdade. “Não temos esses dados”, disse.
Os diretores das três faculdades de Direito da cidade têm opiniões semelhantes à de Nilson. Euclides Celso Berardo, diretor da Faculdade de Direito de Franca, e Fernando Fernandes, vice-diretor da Unesp, atribuem o insucesso nos Exames da OAB também à formação dos estudantes. “As provas têm ficado mais difíceis e o nível dos alunos deixa a desejar. O vocabulário é pobre, eles não costumam ler e têm dificuldades para se expressarem”, disse Berardo.
O professor José Antônio Martos, diretor do curso de Direito da Unifran, concorda que, em geral, a educação está com deficiências, mas ele acredita que o maior motivo da avalanche de reprovações nos Exames da OAB é a metodologia da prova. “O nível de exigência no Estado de São Paulo é muito alto. Cobra-se além do que se deveria dos recém-formados. Na minha opinião, o exame deveria ser unificado em todo o País”, disse.
Serviço
Confira a lista com os nomes dos 56 aprovados de Franca na OAB no site www.comerciodafranca.com.br
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