O salto de 5 para mais de 40 centros comunitários em Franca durante a gestão do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) foi comemorado pelo tucano no início deste ano. Ontem, a prefeitura anunciou novo dado relacionado a esses instrumentos da sociedade civil. Segundo o diretor de políticas públicas Hélio Braga, Franca possui 47 entidades e 90% estão em pleno funcionamento ou em fase de reativação. Seria bom, se assim fosse. O fato é que essa não é a realidade dessas associações que poderiam contribuir, e muito, para o desenvolvimento de ações sociais se realmente estivessem funcionando.
O Comércio checou todos os contatos dos centros e associações comunitárias da única lista disponibilizada por Braga, e que, segundo ele próprio, estava desatualizada, com 42 instituições em vez das 47 atuais. Dessas 42 instituições contatadas, 18 funcionam e desenvolvem projetos interessantes como cursos de dança, karatê, culinária, informática, biblioteca, festas, entre outras atividades. Outras nove não existem, algumas sedes, inclusive, estão abandonadas há anos, uma delas em ruínas. Nas outras 15 não foi possível um contato: o telefone não funciona ou ninguém atendeu à ligação.
Embora as áreas para a instalação dos centros sejam cedidas pela prefeitura, o responsável pelo setor não tem conhecimento da situação real de funcionamento dos mesmos. Segundo ele, “apenas 10% dos centros estão parados. Os que oferecem atividades não aparecem por não possuírem um canal de divulgação e socialização dos trabalhos que realizam, mas estão lá”, disse Hélio Braga.
DESPERDÍCIO
Os centros comunitários poderiam servir como espaço legítimo de articulação da comunidade para representar junto ao poder público as demandas dos bairros, como creches, escolas, segurança pública e lazer para pessoas carentes de cada região. Mas por falta de envolvimento dos moradores e de coordenação, locais que sediariam as entidades acabaram abandonados. Na formação dos centros, a prefeitura deve assessorar tecnicamente os líderes comunitários. A promessa para mudar o cenário é a criação da União das Associações e Centros Comunitários. As inscrições de chapas devem ser feitas até dia 20, na prefeitura. A eleição será no dia 22.
IMPOSSÍVEL
A reportagem do Comércio tentou durante três dias, em horários alternados, contatar Edna Pacheco, diretamente responsável pela questão legal dos centros comunitários. Segundo Hélio Braga, ela seria a única pessoa que poderia conseguir a listagem completa e atual dos centros comunitários, mas ela não atendeu à reportagem nem retornou os recados deixados.
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