Muitas pedras e um longo caminho...


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Ao escolher a psicologia, o recém-formado terá mercado de trabalho pela frente, mas precisa saber que para fazer nome e angariar clientes para o seu consultório, levará tempo. Além disso, o estudante que optar pelo curso de psicologia para atuar em Franca deve estar ciente de que com duas faculdades locais, o mercado de trabalho apresenta saturação, principalmente na área clínica. Por essa razão, tem sido uma boa opção a atuação do profissional em outros setores, que não as clínicas particulares, como empresas, escolas, centros de amparo, hospitais, ONGs (organizações não-governamentais), creches, agremiações esportivas, no sistema judiciário, nos serviços públicos de saúde mental e nas indústrias. Nessas áreas, o acesso é mais fácil, desde que se tenha claro que honorários e salários, principalmente no início da carreira, deixam a desejar e estão longe de tabelas e piso da categoria estipulados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Mas a possibilidade de acumular experiência compensa para muitos. Outra questão é a de que o psicólogo não pode deixar de investir em sua formação. Depois de formado deve necessariamente participar de supervisões, congressos, grupos de estudo, workshops, e é desejável que se mantenha em terapia, o que demanda parte significativa de seu salário. “Acho que toda carreira apresenta dificuldades, principalmente no começo. A pessoa não deve desanimar. Vale a pena”, garante a psicóloga Angélica Branco, que se formou há dez anos e atua em São Paulo. O diretor do Curso da Unifran, Arnaldo Nicolela Filho, também avalia que há o que comemorar. Para ele, o reconhecimento e valorização do profissional cresceu muito nos últimos anos. “As situações que a sociedade vem experimentando, o estresse crescente, a violência, têm mostrado a necessidade de se buscar um bem-estar em termos de saúde mental”, disse, avaliando que o trabalho do psicólogo é importante nessa busca. A psicóloga Simone Vioto Monteiro se formou há sete anos e disse que nunca parou de trabalhar. Ela firmou parcerias com sindicatos e escolas e faz também orientação profissional. “Graças a Deus, nunca me faltou trabalho”.

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