O ano de 2006 começou com um homicídio já nas primeiras horas do dia em Franca. O curtumeiro Carlúcio Dias dos Santos, 47, foi morto a golpes de machado a mando da esposa, Aparecida Ferreira Rodrigues, 35, conhecida como “Viúva-Negra”. Quem chegou a considerar o crime um prenúncio de um possível mau agouro que estava por vir nos meses seguintes, enganou-se.
Foram 9 homicídios no primeiro semestre deste ano, praticamente a metade dos 17 registrados no mesmo período de 2005. Segundo Eduardo Lopes Bonfim, delegado-adjunto da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, o trabalho preventivo realizado em conjunto pelas Polícias Civil e Militar nos seis primeiros meses deste ano foi o responsável pela redução dos índices.
“As batidas e megaoperações que fazemos ajudam muito. Quando apreendemos armas e prendemos traficantes, também estamos trabalhando para evitar os homicídios ligados ao crime.”
É o caso do latrocínio do qual o comerciante Valdir José da Silva foi vítima em abril deste ano. Ele foi morto na frente da mulher e do filho ao reagir a um assalto.
Mas existe um outro tipo de assassinato para o qual, de acordo com os policiais, não há prevenção. É o crime passional. Aquele em que, tomado por grande emoção, em um momento de descontrole, o assassino ultrapassa os limites da razão e mata.
E é justamente em ocorrências desse tipo que se registra o maior número de homicídios cometidos na cidade. “Não temos como imaginar que um homem sentado em uma padaria, descascando uma laranja, de repente vai iniciar uma discussão que acabará em facadas. É impossível”, disse Bonfim.
A história parece inventada, mas foi exatamente dessa forma que Ielson Antônio de Oliveira foi morto no último dia 22, depois de uma troca de 120 pães por um jogo de camisas de um time de futebol, negócio que provocou a ira do assassino.
TRÂNSITO E ESTRADAS
Nas estradas e no trânsito, também foram registradas quedas no número de mortos neste primeiro semestre de 2006. Nas rodovias, houve 15 mortes nos seis primeiros meses de 2005, contra 13 neste ano. No perímetro urbano de Franca, entre acidentes e atropelamentos, ocorreram 19 mortes em 2005, contra 13 óbitos registrados neste ano.
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